A Pentada do Campeão! Report de primeiro colocado no City da Comics

E ai players!

Wow, esse city da Comics foi uma loucura, fala sério! Que deck é aquele que o Carlos usou de Stoutland? Impressionou o torneio inteiro! O Leo Gonçalves mandou muito bem também com um deck muito interessante de Magnezone Plasma com Sigiliphy e várias techs, não entrou no top por coisas do jogo mesmo, emparceiramento/azar.. mas poderia estar no top tranquilamente também, tinha méritos para isso. E cara, sei lá de onde eu tirei essa ideia de montar um deck de Garchomp com Haxorus.

Magikarlos sambando de Stoutland com estilo

Magikarlos sambando de Stoutland com estilo

Enfim, esse city foi marcado pelos chamados “decks rogues”, que são aqueles decks possuem uma ideia diferenciada, dessas que não se vê regularmente em torneios premier. Graças as novas regras, o jogo permitiu que uma infinidade de cartas pudessem ter sua vez, e, conforme cada vez mais decks vão aparecendo no formato, fica mais difícil fica para um deck se destacar, já que sempre vai ter algum jogador usando um deck que pegue o seu na fraqueza.

Tem muitos Pokémon que podem ser explorado, principalmente os Pokémon de Estágio 2, mas para a maioria desses estágio 2 ganharem uma chance, é quase que obrigatório o uso de Tropical Beach. Com certeza devemos ter vários outros jogadores pelo Brasil afora com várias “sacadas” tão interessante quanto a que eu tive, mas que infelizmente por não ter acesso a Tropical, as ideias param no papel. Então aqui fica novamente minha vontade para que a Tropical seja lançada como uma Stadium normal, em alguma futura coleção, de modo que ela se torne barata e acessível.

Certo, já falei demais, vamos ao que interessa! Vou contar como surgiu o deck e o report do City.

INTRO

Até uma semana antes do torneio, não tinha NADA com que eu ficasse feliz jogando, havia tentado algumas ideias e etc.. mas nada vingou, meu irmão e a namorada ganhavam de todas as minhas ideias. Por mais que seja treino, toda vez que sua ideia que você deposita confiança dá errado, acaba frustrando um pouco.. e pra piorar, ainda tinha ouvir algumas zoações ou conselhos “mano, para de testar essas merda, não funciona”.

Então já desgastado de tanto pensar em algo fora da “caixa” e falhar, decidi que iria jogar de Yeti.. e ao longo da semana fui treinando com o deck, ajustando aqui e ali, de acordo com meu estilo de jogo e percebendo como extrair o máximo potencial do deck.

Apesar de estar feliz com o meu resultado usando Yeti, ainda tinha uma pulga atrás da orelha me dizendo que deveria fazer um pouco mais de pesquisa. Folheando minha pasta lembrei do Garchomp e como ele poderia ser irritante  contra Blastoise e Rayboar, poderia atrapalhar Yeti tirando as energias especiais e seria neutro contra Virizion/Genesect.

Como última tentativa, decidi montar Garchomp/Dusknoir e ver o que rolava. Devido a uma série de obrigações,  como trabalho e etc, acabei treinando muito pouco com o deck, mas, pelo pouco que treinei, consegui relativamente bem vencer Plasma e Virgen, que eram os dois decks que tinha mais medo.

Um dia antes do torneio foi marcado um treino com o Shinagawa e Robson Elias. Durante os treinos, usei o Garchomp/Dusknoir. Logo contra Yeti, perdi umas duas.. e logo percebi que o Garchomp não fazia diferença, porque não conseguia tirar as energias da Lugia, que ficam no banco. Só poderia fazer isso com Pokémon Catcher ou Enhanced Hammer. Mas a decklist já estava super apertada, não conseguia mais colocar nada.

Ainda durante o treino, um menino que estava na loja em que estávamos treinando veio olhar minha pasta e me perguntou: “Ei cara, por um acaso você está vendendo estes Haxorus aqui?” e eu disse “claro, vendo sim, sem problemas”, e assim realizei a venda. Só durante o almoço eu falei pro Shinagawa “nossa cara.. eu vendi 2 Haxorus, estranho né? Ninguém procura isso.. apesar de ter um ataque muito legal, ele mata plasma direto……. pera!! Será que cabe Haxorus no meu deck!?!?”

Eu juro que no deck eles são amigos.

Eu juro que no deck eles são amigos.

Pronto. Assim nasceu a ideia de juntar Garchomp com Haxorus. Depois disso foi uma questão de treino e tempo até perceber que o Dusknoir não era necessário e que o Haxorus merecia ganhar mais destaque, pois tinha potencial suficiente para desiquilibrar as partidas que tanto temia, que era Virgen e Yeti.

No fim do dia, estava muito satisfeito com os resultados perante ao metagame, contudo, tinha ainda um probleminha que eu precisava resolver. Sem o Dusknoir, as partidas contra Toolbox (aqui em SP tem bastante) e as partidas contra Blastoise e Rayboar ficaram muito mais difíceis. Pensei de vários jeito como resolver isso, mas o estresse e o cansaço de um dia intenso de treino não me deixaram enxergar uma solução aparentemente óbvia. No dia seguinte, assim que despertei para ir ao torneio, ainda na cama, veio quase que institivamente a lembrança da Altaria! Com uma linha leve de 1-1, já seria o bastante para derrotar Toolbox e tornar positiva a matchup contra Blastoise e Rayboar.

Então, horas antes de começar o torneio, defini minha lista de acordo com a foto:

garchomp-deck

O TORNEIO

Round 1

VS Toolbox

Nossa, há duas horas do torneio lembrei da Altaria e olha ela aí fazendo toda diferença na partida. De forma rápida, montei minha altaria e preparei o exército de Garchomps. Com um dano médio de 80 (match cut) para matar os trubbishs e 120 (Dragonblade) para nocautear os Sigiliphys, consegui nocautear quase que 1 Pokémon por turno, nos dois jogos.

1-0-0

Round2

VS Yeti (Rafael Branco)

Agora é hora da verdade, ou o Haxorus faz a diferença ou será apenas mais um deck torto que tentei criar. No primeiro jogo, acho que arrisquei mais do que devia, no meu T1 abri de Axew, liguei energia Blend, baixei um Gible e dei tropical. Se tudo desse certo, teria no meu T2 um Haxorus dando Strike of the Champions e levando um Pokémon plasma por turno. Para meu azar, o branco deu N.. tinha cartas para fazer o Haxorus… e o mais engraçado é que ele me disse “nossa, queria tanto uma outra supporter..”, quase que eu falei “nossa, eu também queria muito que você tivesse outra supporter”. No meu T2 eu dei um N e rezei para vir as coisas que precisava. Precisava de qualquer bola, energia e Rare Candy, já que evoluindo o Gible pra Gabite, poderia procurar qualquer Pokémon dragão do deck e colocar na mão. Infelizmente não consegui acho que nada do que precisava, ai o branco nocauteou meu Axew com Thundurus EX e depois a Lugia EX veio e levou todos os outros prêmios. Já no jogo dois, o Haxorus fez tudo… consegui montar no turno 3 e levar todos os prêmios. No jogo três o branco fez a Lugia muito rápida, já eu não consegui fazer muita coisa. No meio do jogo, acabou o tempo, nisso o branco tinha comprado 4 prizes com a Lugia EX e ele precisava de mais uma plasma para vencer o jogo.  No meu turno eu fiz Garchomp, dei N para 2 e dei match cut para tirar a DCE. Para minha sorte ele não conseguiu recursos para o último Plasma Gale e o jogo empatou.

OBS: Esse jogou empatou, contudo, o resultado deste jogo foi computado como uma vitória para mim e uma derrota para o Branco. Não sei porque motivos, mas tanto eu como o Branco só percebeu este erro no resultado uma rodada depois, quando vimos os Standings com os resultados trocados. Quando eu vi isso fui falar para a organização do torneio, e quando cheguei o Branco já estava lá, então pedi para ver a filipeta do nosso empate para ver se tinha algo errado mas não estava, o resultado estava assinalado como empate mesmo. Infelizmente a organização disse que não podia voltar atrás do próprio erro e o resultado dos jogos ficou errado.

Mesmo assim, o Branco não perdeu o bom humor e a confiança, e apesar de ter sido brutalmente prejudicado, não fez escândalo nem nada, continuou sua campanha no torneio e compreendeu o erro. Pra mim, a postura do Branco perante a situação foi um puta exemplo de um jogador de alto nível, que encara o jogo de forma profissional, mas o mesmo tempo encara também como uma forma de diversão e lazer.

2-0-0

Round 3

VS TDK

Na primeira partida eu vim com uma mão inicial horrível, abri somente de Gible e sem Supporter. Já meu oponente além de começar a partida abriu de Thundurus EX, com dois Deoxys e um Kyurem no banco. Em uma jogada de desespero, usei Ultra Ball pra pegar o Terrakion e liguei uma energia lutadora. Não tinha mais nada, não tinha sequer uma segunda energia lutadora para dar Retaliate no Thundurus EX, se caso ele nocauteasse o Gible. Graças a Deus meu oponente “caiu” na minha armadilha, decidiu recuar o Thundurus EX e passar o turno, esperando mais um turno para energizar o Kyurem para dar Frost Spear.
Ainda comprei uma carta e não veio nada, acredito que foi outro Gible. No meu próximo turno veio supporter e o jogo desenrolou, consegui fazer os dragões Garchomp e Haxorus, fui alterando os batedores entre Garchomp e Haxorus nos momentos adequados e recuperei o jogo. O segundo jogo já fui melhor, consegui montar os dragões rápido, fiz a Altaria e fui levando o jogo de Garchomp.  Como o deck do meu oponente usava bastante energia especial e poucas básicas, o Garchomp deu conta de desiquilibrar a partida.

3-0-0

Round 4

VS Virizion/Genesect (Douglas Ladário)

No primeiro jogo meu oponente abriu com uma mão inicia horrível,  além de ter sido forçado a baixar os 4 Virizion EX que estava em sua mão, para usar a Bicycle, ele não conseguiu comprar uma energia no T1! Essa grande vantagem para mim me rendeu em tempo para montar Garchomp e Haxorus. Fui levando o jogo de Garchomp, quando meu oponente subiu a Lugia EX, retruquei de Haxorus. Depois recuei o Haxorus e esperei a melhor oportunidade para ele levar os Genesects também.  A segunda partida meu oponente abriu melhor, o jogo foi bem disputado. Quando o tempo acabou, meu oponente estava em seu último turno e precisava comprar um prêmio. Com muitos recursos e energias já utilizados, meu adversário precisava de uma energia Plasma ou energia básica mais G-booster. Só me lembro que ele conseguiu dar uma Juniper ou Bianca e conseguiu a energia de planta e o G-booster.

3-0-1

Round 5

VS Rayboar (Esquilo)

Nunca tinha jogado uma partida contra Rayboar utilizando este deck, mas já tinha uma boa noção de como seria, já que tinha treinado contra Blastoise, que é similar porém em minha visão é mais difícil, pelo fato que o deck pode usar Keldeos EX, Blastoise e Black Kyuremzinho, que são melhores atacantes que Rayquazinha e Reshiram.

No primeiro jogo o Eskilo decidiu tomar uma postura agressiva e saiu atacando mais cedo possível com o Rayquaza EX, o objetivo dele era matar meus Pokémon antes que eu pudesse montar o Setup. Por sorte eu consegui montar meu setup a tempo e consegui conter a pressão dos Rayquazas.

No segundo jogo ele decidiu jogar cautelosamente e evitar o uso do Rayquaza EX. Utilizou seus dois Reshiram e seus dois Rayquazinhas para tentar ganhar nas troca de prêmio. Aparentemente é uma troca “justa” de ataques, pois ao mesmo tempo que o Rayquazinha leva em uma o Garchomp, o Garchomp leva em uma o Rayquazinha, assim como Garchomp precisa de 2 hits pra levar o reshiram (se tiver a Altaria) e o reshiram precisa de 2 hits pra levar o Garchomp. Nessa troca de prêmios eu precisava certificar que teria sempre um Garchomp pronto para bater e o Esquilo precisava certificar que teria sempre as energias em mãos para atacar. Como eu dei o primeiro ataque na partida, tive a vantagem de um ataque na frente. Nessa troca de ataques, é importantíssimo que todo turno eu cause dano no oponente, se caso travasse um turno, ou por falta de Pokémon ou por falta de energia, o Esquilo ganharia a vantagem e nocautearia meus Pokémon primeiro, pegando assim mais rápido que eu o último prêmio. Enfim, quem manter o “flow”de ataques por mais tempo vence. Por sorte, consegui manter um dano regular de 80 por turno sem travar e venci a segunda partida.

4-0-1

Round 6

VS Rayboar (Robson Elias)

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Momento mágico! Team battlecity na mesa 1 do último round da 1ª fase do torneio!

Eu e meu parceiro Robson estávamos com placar de 4-0-1, bastava um empate entre a gente para que os dois passassem para a fase final do torneio. Então de vez jogar uma partida e nos prejudicar, combinamos de empatar, assim podemos relaxar e voltar com a cabeça mais leve para o Top.

4-0-2

Top 8

VS Rayboar (Robson Elias)

Isso foi maldade, não queria pegar meu sócio do Battlecity num top hahaha, mas o jogo é assim, paciência.

Depois de enfrentar o Esquilo duas vezes, ganhei experiência nessa matchup.

A lista do Esquilo e a do Robson são similares, mesmo porque o deck de Rayboar é bem fechado, não tem muito o que inventar. Contudo, o Robson foi além que o Esquilo e começou a usar seus Emboars para atacarem também! Nessa partida o Emboar é um ótimo atacante, já que bate 80 e tem 150 de HP. Outra coisa que poderia ser o motivo da minha derrota era que o Robson usava uma puta de uma lendária MAX POTION no deck, porém, na primeira partida ele teve que descartar na Dowsing, na segunda partida ele usou e ajudou muito, mas não conseguiu usar novamente com a Dowsing pois senão não conseguia pegar a Super Recuperacão de Energia e ficaria sem energia para atacar. Ufa dei sorte. Na primeira e na segunda partida eu consegui dar o primeiro ataque e mantive o “flow” de 80 de dano todo turno, de forma que conseguisse matar todos os Pokémon dele com 2 hits. Na segunda partida minha Altaria estava no prêmio, mas liberei ela depois de pegar uns dois prêmios. Sem ela em jogo a vida fica muito mais difícil, se demorar para liberar, posso até perder o jogo. Assim como o Esquilo, o Robson conseguiu comprar uns 4 prêmios em cada partida, apesar de eu ter vantagem, se eu perder um turno de ataque ou der uma pequena zicada, vou perder o jogo com certeza.

2×0

Top 4

VS Rayboar (Esquilo)

Nessa segunda vez em que enfrento o Esquilo, ele já toma uma postura diferente e começa também a usar os seus Emboar como atacante também, pior ainda, até o Electrode virou atacante na partida. Dessa forma, o Esquilo conseguiu reunir 7 atacantes (Emboar, Emboar, Reshiram, Reshiram, Rayquazinha, Rayquazinha, Electrode) para tentar derrubar meus dragões. Claramente a partida ficou muito mais difícil, agora preciso atacar muito mais e preciso preservar meus dragões. Sabia que só os Garchomps não iriam resolver, mesmo com as minhas 3 Super Rods, por isso, resolvi usar o Haxorus como atacante também. O primeiro ataque dele causa 40x o número de energia metal ligada nele, então, se eu colocar duas Blend nele, causaria o dano de 80, que já servia bastante. Meus atacantes para a partidas sem Super Rod são 5 (Garchomp, Garchomp, Garchomp, Terrakion, Haxorus), com Super Rod conseguia chegar a 7 atacantes também, conseguiria fazer mais 2 Garchomps. Tanto na primeira partida quanto na segunda, tinha em mente que precisava dar o primeiro ataque, pois se ao longo da partida nenhum dos dois zicassem, esse seria o fator que decidira o vencedor da partida. Meu primeiro medo era de que ele abrisse o jogo de Rayquazinha e eu abrisse de algum dragãozinho.. apesar da possibilidade ser baixa pelo lado dele, já que o deck deve contar com duas ou três elétricas e dois rayquazinhas. Por sorte ele não abriu dessa forma, pelo contrario, na primeira partida abri de Terrakion, ótimo pra ser o “paredão” pra não tomar OHKO de rayquazinha, e na segunda eu consegui buscar o Terrakion no T1 e substiui-lo para ativo.

Em ambos os jogos eu dei o primeiro ataque, mantive o “flow” e consegui vencer, mas na primeira partida eu cheguei a ficar sem cartas na mão, tive que gastar a Computer Search para buscar uma energia Blend, já que nesse deck Juniper não é garantia de vir energia, já que uso somente 9 e boa parte das energias já estavam em campo/descarte. Além disso, meu Swablu estava no prêmio, ou seja… meu match cut só batia 60, precisava dar Dragonblade pra matar em 2 hits. Nesse momento bateu o medo, mas entre me render a perder um turno pra dar Refresh na mão e confiar em manter o flow, confiei em manter o flow… e deu certo. Se tudo desse errado, poderia dar uma Tropical, mas provavelmente perderia a dianteira na “corrida dos ataques”.

2×0

FINAL

VS Stoutland/Dusknoir/Virizion EX (Carlos Alberto “Magikarlos”)

Bom, eu já sabia que a partida seria no mínimo bizarra… parecia que era final do Regional de Azerbaijão,  Garchomp/Haxorus vs Stoutland/Dusknoir.

O Carlos provou nesse City que travar Supporter pode ser tão poderoso quanto parar Item, quem sabe até pior, se não estiver preparado. A não ser que seu deck possua 4 Tropical Beach, 4 Bicycle e uma linha de 4-4 Musharna, claramente seu deck vai sentir o impacto da habilidade do Stoutland hahaha. Brincadeiras a parte, talvez cartas como Tropical Beach, Spiritomb e Tornadus EX Plasma podem ajudar na partida, mas, com excessão da Tropical, sabemos que é raro alguém rodar no deck cartas de Pokémon que ajudam a comprar cartas (Tropius talvez). Mas a verdade é que na estrutura de decks no formato competitivo,  não há deck que rode normal sem poder usar Skylas, Junipers e N.

Eu tinha ao meu favor um atacante livre de barreiras, que é o Garchomp. Como o deck do Carlos usavam 4 Silver Mirror e o dano de 90 do Stoutland é perfeito para nocautear Pokémon EX, o Garchomp é um Pokémon não EX e não Plasma. Além disso o Carlos precisava da DCE para atacar de forma rápida com o Stoutland, isso é ótimo pois poderia descartar com o match cut e atrasar o jogo dele. Outro ponto positivo é que o Gabite tem a habilidade de procurar os dragões no deck, sensacional para filtrar o deck e evoluir meus Pokémon sem a ajuda de Supporters e Items.

Enfim, na prática essa teoria toda não serviu de muita coisa, pois as partidas foram bem simples e rápidas.

No primeiro jogo o Carlos abriu apenas de Duskull e passou durante 2 turnos, sem fazer absolutamente nada. No meu T1 eu baixei 2 Gibles liguei energia, baixei tropical e passei. No meu t2 eu precisava fazer o Garchomp para vencer, mas não tinha as cartas. Então gastei todos os meus recursos que podia e dei N.

Eu fui comprando uma carta por um, a terceira carta era uma level ball e na sexta e última carta veio o Rare Candy. Com a Level busquei o Gabite, com a habilidade do Gabite busquei o Garchomp, evolui o ativo com Rare candy e nocautiei. Ufa! A sensação de poder ganhar o jogo no T2 de forma fácil é a mesma de estar cara a cara com o goleiro. A chance está ali na sua cara, mas se falhar, vai ficar pensando naquilo por muito tempo.

A segunda partida foi praticamente a mesma coisa, so que pra ele. Enquanto embaralhávamos, o Carlos brincou “você podia zicar agora, ai a gente podia jogar uma terceira partida decente hahaha”, e putz, não é que as palavras dele foram verdade? Que saco! Hahaha

O Carlos conseguiu montar Stoutland T2, eu abri Gible e Terrakion e mais nada. Eu sequer consegui ligar uma energia de Luta no Terrakion pra dar Retaliate no Cachorrão… estava bem zicado. Apenas comprei e passei. Ainda antes de perder meu último Pokémon veio uma Skyla, mas já era tarde. O Carlos levou a segunda.

Na terceira e última partida o jogo se desenrolou um pouco mais, mas também foi breve. Eu consegui fazer Garchomp T2 e o Carlos Stoutland T2. A diferença é que eu tinha um Gabite no banco… e com isso consegui ir puxando o resto dos meus dragões do deck, dessa forma, consegui ter mais de um atacante pronto para bater.  Rapidamente consegui dar Match Cut pra 60, então o Carlos recuou o Stoutland e colocou o básico dele (não sei o nome), afim de ganhar mais tempo. Em seguida consegui ligar mais uma energia no meu Garchomp e já estava conseguindo dar Dragonblade pra 100… e foi isso que me fez ganhar o jogo. Consegui bater 100 e nocautiei o básico do Stoutland. Em seguida consegui nocautear o Stoutland. Com isso o Carlos já ficou meio batido no jogo, não conseguiu comprar recursos para se recuperar e concedeu.

2×1

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PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS

Bom

  • Robson Elias no Top8!
  • Meu irmão no top 4!
  • Eu e meu irmão pela primeira vez juntos no top de um torneio!
  • Muitos boosters! Saiu Gold Zekrom, Deoxys EX FA, 2x Thundurus EX FA, Empoleon Shiny
  • 50 CP’s
  • Deck Rogue
  • Fazer final contra outro deck Rogue
  • Desejo realizado de vencer com algo único no torneio
  • Já dizia Pooka, Strike of the Champions é um nome de ataque sensacional

Ruim

  • Torneio acabou quase 22:00hs
  • Tanto trabalho pra 50 CP’s, ainda faltam 205 CP’s pro mundial.
  • 45 minutos melhor de 3. Fala sério… ridículo.
  • Erraram no resultado do Branco. Pior que ele encerrou o torneio em 9o colocado. Me sinto culpado por isso.
  • Fiquei sem come o dia inteiro.

Agradecimentos especiais para Edgar Shinagawa. Robson Elias e Dieguinho Sanchez. Não estava muito afim de treinar no sábado, mas acabei indo e foi a melhor coisa que eu fiz. Obrigado por vocês terem me ajudado a montar este deck, sem a ajuda de vocês não teríamos criado este deck campeão!

Abraço a todos e obrigado por terem lido!

10 pensamentos sobre “A Pentada do Campeão! Report de primeiro colocado no City da Comics

  1. “Ei cara, por um acaso você está vendendo estes Haxorus aqui?”

    Olha eu aqui, hahusauhasu Parabéns pela vitória Gabriel, o mais engraçado é que cheguei em casa depois de comprar os Haxorus e montei um dec dele também😄

    Ia participar do city [de Rayboar não de Haxorus] mas no final não pude comparecer. Novamente parabéns por esse vitória em dobro no city, espero poder enfrentar (e perder rs..) esse dec algum dia

    Abraço.

  2. Pingback: Let's Collect News » Mini-Reports + Análise do metagame

  3. Basicamente tb estou montando um deck Garchomp/Haxorus. No caso, recomendaria algo no lugar das TB pro deck (grana meio curta pra conseguir 3 (hehehehe). Estava pensando em Bicicleta ou Colress.

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