Colocando o Papo em Dia- Trump Card, Nacional, Report, Mundial e etc

Olá a todos!

 

Caraca! Até que enfim acabou Junho! Achei que esse mês não iria acabar nunca. Quanta coisa aconteceu nesses 30 dias no mundo Pokémon.

 

O mês começou com prestigiado Nacional de Pokémon, o evento mais importante do ano para a maioria dos jogadores. Em seguida veio o banimento do Trump Card, a primeira carta banida na historia do Pokémon desde qua Nintendo assumiu de vez o Card Game, um marco “histórico”. E já no fim do mês, a notícia de que o formato brasileiro na próxima temporada seria atrasado em 3 meses, o que gerou um enorme “rebuliço” na comunidade competitiva.

Afim de virar a página definitivamente, vou concluir esses assuntos que estão “pendentes” pra mim e depois ai sim focar em nosso presente e futuro. Sinto que se eu não comentar um pouquinho sobre essas coisas, não vou me sentir confortável em seguir adiante.

 

Nacional 2015

Campeonato-nacional-de-Pokémon

Ah… o nacional *-*

 

Este evento foi para muitos o melhor Nacional da história do Pokémon TCG no Brasil. Pra mim com certeza foi o melhor Nacional que joguei, desde 2012. Vou dar um breve recap dos Nacionais que joguei só pra pontuar as falhas e acertos dos anos anteriores:

 

2012: Ludus Luderia (SP)

O espaço era pessímo para realizar um Nacional. O local originalmente é um Bar (muito divertido por sinal) e que foi adaptado para hospedar um Nacional de Pokémon. Espaços estreitos, pilares, salas divididas, garcons, comidas e mesas de bar compunham o espaço ruim e caótico do Nacional daquele ano. A “sorte” é que o publico do Pokémon ainda estava pequeno naquela época, não me lembro ao certo, mas acredito que não chegava a 100 jogadores na Master (chuto uns 70), o que evitou um maior caos. Problemas com locais de alimentação também foram criticados por jogadores.

 

2013: Barueri (SP)

Desta vez eles aprenderam com os erros e acertaram em buscar um espaço arejado, de forma que um grande número de pessoas pudessem ser recebidas com conforto. O local se parecia com uma chácara/sítio e serviu muito bem para realizar o torneio. Acredito que o maior problema daquele ano foi a localização dessa chácara, que ficava longe da capital de São Paulo. A Copag ofereceu ônibus para transporter os jogadores e tudo mais, porem não foi o suficiente evitar de que aquilo fosse um problema para os jogadores. Neste Nacional chegamos a uns 120~140 jogadores na Master, não lembro ao certo. Novamente, o problema da alimentação foi um ponto levantado pelos jogadores, já que estavamos praticamente “ilhados”. Pela primeira vez houve pessoas fazendo o Streaming ao Vivo dos principais jogos daquele Nacional.

 2014: Espaço Hakka (Liberdade-SP)

Além do espaço amplo e um cuidado impecável com relação a decoração do ambiente, desta vez eles corrigiram o problema de localização e hospedaram o Nacional perto do Centro de São Paulo, fácil até para chegar de metrô (meu caso). Como eu já tinha ido para o Mundial de 2013 em Vancouver, já estava ciente do que seria um padrão alto de qualidade de um evento. O que eu vi no Nacional daquele ano foi algo que me lembrava a sensação do ambiente do mundial e aquilo realmente me deixou orgulhoso do nosso país e da dedicação da Copag. De quebra, o Ruimar fez a gentileza de gravar os principais jogos daquele nacional.

 

Ali percebi que conseguimos chegar de vez em um nível bem satisfatório de um evento cheio de “glamour” como o Nacional. Desta vez não houve problemas de alimentação, lembro que ganhamos um kit com comidinhas e etc, mas fora isso, ao redor do espaço tinha restaurantes de fácil acesso para comer.

 

 

2015: Centro de eventos Pró-Magno (Casa Verde-SP)

 

Logo no começo da temporada houve um Regional junto com um evento de anime chamado Comic Con, neste  mesmo espaço. Ali já dava pra ver que o espaço era ENORME, com área para realizar uns três Nacionais de Pokémon, sei lá. Então, espaço não seria problema nunca mais. O bacana é que no Nacional tivemos esse espaço enorme praticamente só para nós naquele Final de semana, com estacionamento (tinha que pagar) no próprio local, já que aparentemente o Nacional era o único evento sendo trabalhado naquele final de semana pelo centro de eventos.

Outra coisa importante que marcou o Nacional foi a presença do juiz fodão lá dos Estados Unidos, para supervisionar e dar suporte aos nossos juizes. Nos anos anteriores sempre acontecia alguns “deslizes”, a grande maioria com relação ao programa TOM, que é o software usado para fazer as rodadas do Pokémon. Neste ano, pelo menos eu não fiquei sabendo de nenhum. Outro ponto que eu gostei bastante deste nacional foi a equipe de juizes, que são profissionais de diferentes lugares do Brasil e todos possuem bons feedbacks dos jogadores em suas regioes de atuação. Fora isso, todos pareciam muito seguros de seus conhecimentos perante ao jogo.

Sobre a alimentação, o espaço contava com dois “Food Trucks” e uns dois quiosques com coisas para comer. Apesar de não ser o mundo perfeito da alimentação, acredito que funcionou relativamente Ok e não teve jogador passando fome. Talvez algumas opções a mais de comida ficaria mais bacana ainda.

De resto, o padrão de qualidade que vimos em 2014 foi superado em 2015, o espaço ficou muito bem decorado, cheio de materiais gráficos referente ao Nacional de Pokémon e tudo mais. Desta vez o Streaming também foi aprimorado, com a dedicação do Ruimar e os comentários de Montalvão e jogadores consagrados do nosso Brasil, como Fábio Lona, Alex Silva e Edgar Shinagawa. Aliás, pra minha sorte o Shinagawa parou de jogar para virar um ótimo juiz de Pokémon! Digo isso, pois o placar APENAS em torneio premier é de UMA vitória pra mim e SETE (sim, 7) vitórias pra ele. Por falar no Edgar, logo após o término do Nacional ele foi eleito para ir ao mundial de 2015 em Boston com passagem/hospedagem paga para trabalhar lá durante o evento. Meus parabéns!

 

O nacional de 2015 não foi perfeito por dois motivos: primeiro porque não teve aquele Pikachu Gigante MARAVILHOSO no teto do evento. To brincando hahaha, acho que nem pode, talvez seja especial só pro mundial.  Mas sério, no dia em que ele não estiver no teto de um mundial, eu simplesmente viro as costas e volto pro Brasil. Me recuso a jogar um Mundial sem o Pikachu Gigante no teto.

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Pikachu Gigante no teto é vida. Não tem nem o que dizer.

 

Brincadeiras a parte, o real motivo do Nacional não ter sido perfeito foi não ter Top 32. A regra é clara, se o torneio tiver mais que 227 jogadores, pode ser realizado um Top32 com mais 5 rodadas além das nove que rolaram anteriormente. Por ser opcional, a Copag decidiu não fazer o Top32, pois não haviam se preparado para isso e provavelmente teriam problemas sérios com tempo.

Antes do torneio começar, acredito que a maioria dos jogadores gostariam de que o torneio fosse com o Top 32, pelo menos era o que eu ouvia.

 A justiça com o nosso Top8 deste ano ela existe bastante, ninguém dúvida que os jogadores lutaram muito e obteram os resultados para chegar lá. O meríto é 100% deles, pode ter certeza.

Contudo, um torneio de 230 master com classificação direta Top 8 é um pouco de crueldade também. No Pokémon TCG é super normal ter a infelicidade do deck zicar ou pegar um adversário com um deck muito forte contra o seu (bad match) ou então a partida ser tão disputada que os 50 minutos não sejam suficientes (isso acontece muito). Derrotas/empates inevitavelmente acontecem, por mais que você seja o Pelé do Pokémon.

Em outras palavras, o Top32 tem como principal motivo afirmar com um pouquinho mais de “precisão” quem são os 8 melhores jogadores do Nacional. A tendência com essas rodadas adicionais é que as “fatalidades” do jogo sejam menos relevantes no seu resultado geral/final, afim de comprovar um pouco melhor de que você está apto a avançar a próxima fase do torneio.

Vamos pegar um caso mais extremo. Imagina de um torneio de 900 pessoas com classificação de Top8. Ou seja perdeu uma tá fora. Pegou uma bad match ou deck zicou e todos os seus meses de treino foram por água abaixo. Bastante desanimador para o azarado né?

Pois bem, na Last Chance do mundial de 2014 aconteceu algo similar com o Yamato, um jogador legendário do Japão. Ele perdeu a primeira partida da Last Chance e caiu fora. Com certeza ele treinou demais, durante muito tempo, ninguém duvida da sua qualidade técnica, afinal já foi campeão mundial e já entrou em vários Tops, mas teve a infelicidade de perder zicado. Este ano não tem Last Chance, ao invés disso teremos o Dia 1 do Mundial, que é praticamente uma Last Chance, mas nessa você pode perder 2 jogos que está safe ainda, menos pior.

Bom… acho que falei tudo, né? Ah, Ganhamos uma mochilinha/necessary muito legal da Copag na hora inscrição, com certeza vou usar ela pra algo.

Enfim.. acho que é isso.

 

 

Reportzinho 9º colocado

 

A Roaring Skies chegou com o Hype do Rayquaza branco e isso durou algumas boas semanas até perceberem que ele tinha uma partida horrivel contra sapo. Aliás, praticamente o formato inteiro tinha partida ruim contra sapo. Virgen, Primal Groudon, Metal, Leafeon e Manectric eram os principais caras que podiam parar sapo. Então o formato era basicamente usar Sapo ou usar algo que ganhasse de Sapo.

 

Escolha de deck

Eu resolvi ir pro caminho “algo que ganhasse de sapo”. Eu estava usando Manectric a temporada toda praticamente e realmente gostava de jogar com ele, logo, não pretendia aposentar o Maneco, então resolvi testar todas as variants possíveis e só faria as adaptações necessárias perante o metagame. Então sabia que iria jogar de Manectric, mas não sabia com o que.

Depois de semanas, a primeira versão que me deixou feliz foi um M-Manectric/Garbodor/ToolDrop, principalmente para vencer o Rayquaza Branco, mas na verdade eu gostei muito da forma de como ele foi montado, tinha uma construção interessante.

 

O negócio era basicamente:
4 Manectric EX

3 M- Manectric EX

4 Trubbish ToolDrop

2 Garbodor Garbotoxin

2 Shaymin EX ROS

 

4 Professor Juniper

3 N

1 Colress

1 Skyla

2 Lysandre

3 VS Seeker

4 Ultra Ball

2 Battle Compressor

2 Head Ringer

4 Manectric Spirit Link

3 Float Stone

2 Muscle Band

3 Rough Seas

1 Computer Search

 

6 Energias Elétricas

4 Energias Psiquica

 

 

No deck eu usava 4 Manectric Spiritlink, 3 Float Stone e 2 Muscle Band, totalizando 9 tools. Além disso, coloquei 2 Head Ringer, além de ajudar no dano Manectric EX, aumenta o dano do Tooldrop e atrapalha o oponente.

Outra vantagem é de que com 4 Trubbish, a chance de eu colocar 1 ou 2 trubbish na mesa com tool no T1 era muito boa, permitindo eu fazer garbodor, travando Slurpuff, Shaymin EX, dragalge e várias coisas irritantes antes do lock do sapo.

A função inicial dos Tooldrops era bater de frente contra Night March, já que poderia usar a Dimension Valley e atacar com apenas uma psiquica e de quebra batendo na fraqueza do Mew EX. Posteriormente se mostrou muito útil contra Raichus e Flareons.

Energizar os trubbishs não era problema graças ao Turbo Bolt.

O dano médio do Trubbish era de uns 100~140… mas já consegui bater 180 algumas vezes também.

 

Enfim, era um bom deck, talvez se pudesse jogar o nats de novo usaria ele, mas não sei… não sei porque não foi minha escolha, acho que foi porque eu dormia nos lasers do sapo e isso me irritava muito.

 

Bom, depois de muito treino contra sapo e principalmente depois que o Jason ganhou o Regional com um deck super apelativo de Seismitoad/Shaymin EX, decidi que usaria uma variante que escapasse bem dos lasers. Então fiquei entre Manectric/Agua e Manectric/Planta. A versao com água rodava 2 Keldeos, mas eles só funcionavam bem se os 2 estivessem na mesa e se estivesse Double Colorless, caso contrario eu precisaria de 2 turnos de energização no Keldeo além de um Mega Manectric carregado pra fluir o combo. Na prática eu passava a maior parte do tempo “agonizando” com os Rush in do Keldeo, e, uma vez que eu não tivesse meus 2 keldeos em campo, seja por estar no prize, não conseguir puxar a tempo ou um deles for nocauteado, a tendência era que eles ficassem travados na frente pelo dragalge.

 

Por outro lado, o Virizion parecia um deus grego nessa matchup. Bastava ele entrar em campo para ele aliviar bastante minha dor de cabeça contra sapo.

 

Vantagens de Virizion ao invés de Double Keldeo na match contra sapo:

 

–       Keldeo precisa de Float ou duas energias para recuar. Virizion precisamos apenas de sua presença e uma energia planta conectada no ativo.
–       Com Keldeo você toma laser, então pode tomar até 80 de dano. Virizion previne Poison, então o limite de dano é 50.
–       Dragalge força você a ter sempre 2 Keldeos em campo e isso não é tão simples. Keldeo no prize, nocautes e dificuldade de buscar antes do lock te atrapalham com uma certa frequencia. Se tiver 1 Keldeo apenas, a chance de morrer impedido de recuar é grande. Já virizion basta 1 para se livrar do terrorismo do Dragalge.

 

–       Virizion com duas bate 100 no sapo, busca energia do deck e tem Resistencia a agua. Keldeo bate 50~90 com 3 energias e só.

 

 

Depois da constatação de que o Virizion era o cara certo para me ajudar a ter uma partida boa contra Seismitoad, comecei a trabalhar em cima dessa variante, mesmo adimitindo um autoloss contra Landbats e Donphan. Como meu medo por Seismitoad era enorme, comprei a ideia de que os outros jogadores do Nacional também estivessem pensando assim. Fora meu deck de manectric, tinha um outro deck que era muito forte contra sapo e de quebra era forte contra o meu deck, que é o deck de Primal Groudon. Seguindo meu raciocinio, chutei que seria o Segundo deck mais usado no Nats. Para impeder o Primal Groudon, a melhor tech que encontrei foi colocar 1-1-1 Beautfly no deck. Com ela montada, era a mesma coisa que ter montado um Exódia em campo. Primal não batia e Silent Lab não destivava a Ability. Perfeito.

 

A ideia surgiu graças ao Ian Fukuda, que testou uma versão focada em Beautfly e mandou um Print descompromissado, em que ele estava surrando um Primal Groudon. Fiquei perplexo, porque a Beautfly tinha tornado a matchup ridícula!

 

Nos meus treinos, quando conseguia montar a borboleta era GG. Porém se o oponente tivesse alguma tech, tipo uns Landorinhos ou qualquer coisa do genero, já engrossava o caldo. De qualquer forma, o que me deixava descontente era o fato de uma das partes estarem no prêmio. Pra isso, testei Town Map, pois de acordo com os treinos, eu conseguia pegar 2…3 prizes antes do Primal chegar pra me aniquilar.

 

Enfim, as falhas em obter as 3 partes do Exodia me desanimaram um pouco, pois estava usando 3 cartas que tinha 90% de certeza que seriam usadas apenas para Primal Groudon. Se essas 3 cartas não estão garantindo 100% minha vitória, já fica complicado inserir no deck. Fora isso, uma versão diferente da focada em Wobbufet poderia me causar problemas… por exemplo a versão do Snake, que era um deck de Mono Fighting com 2-2 Primal ou então Primal Groudon com landorinhos.

 

Tendo isso em mente, resolvi ir pelo caminho tradicional e colocar Genesect e Muscle Band. Contudo, Genesect não serve pra muita coisa se não for com G-booster, então no fim das contas ele faria a mesma função da Beautfly, tech contra Primals. Então coloquei G-booster, que poderia me ajudar me ajudar em uma série de situações.

 

A lista final ficou assim:

2 decks pelo espaço de 1: Quad M-tric + Micro VG

2 decks pelo espaço de 1: Quad M-tric + Micro VG

 

4 Manectric EX

3 M- Manectric EX

1 Zapdos ROS

1 Virizion EX

1 Genesect EX

2 Shaymin EX ROS

 

4 Professor Juniper

2 N

1 Colress

1 Skyla

2 Lysandre

1 Lysandre Trump Card

4 VS Seeker

2 Battle Compressor

3 Acro Bike

4 Ultra Ball

2 Escape Rope

4 Rough Seas

1 G-Booster

 

6 Energias Elétricas

5 Energias Planta

2 Energias Plasma

 

De modo geral, o “Micro deck de VG” que eu coloquei no deck mentalizei na minha cabeça que seria “plus”, ou seja, são bons recursos, mas se não conseguir usa-los, está tudo bem também. 1 Genesect, 1 Virizion, 1 G-booster  e 2 energias plasmas não são suficientes pra atrapalhar a consistencia do deck.

 

 

4 Manectric, 3 M-Manectric, 4 Spiritlink

 

O deck é praticamente Quad Manectric, então preciso fazer ele sempre no T2 e provavelmente vou precisar terminar o jogo com um cachorro de pé também. Os 4 links parece exagero mas garante que eu não falhe em fazer o Mega no T2, além de aumentar a chance de ligar uma no Manectric logo no T1, evitando Flare Tools e possibilitando evoluir no T2 sem perder o turno contra Sapo.

 

1 Virizion EX

 

É tech pra não tomar laser. Uma cópia já basta, dois acho que seria exagero, até porque se ele cair no Prize contra sapo eu continuo tendo chances de vencer, só que com muito mais dificuldades. É um “plus”.

 

1 Genesect EX

 

Tech pra Primal Groudon, mas que serve pra tudo graças ao G-booster e o Red Signal. Dois no deck é desnecessário, já que não uso Muscle Band, Shadow Triad, apenas duas energias plasma e o Megalo Cannon é pior que o Turbo Bolt. De qualquer forma, é um ótimo recurso, me ajudou de várias formas no Nacional, seja batendo 200 ou puxando algum Pokémon. Conectar energia plasma no Mid/End Game é super tranquilo, já que o turbo bolt já faz o trabalho de energização.

 

1 Zapdos ROS

 

Precisava de um Pokémon não EX pra fazer o “7º prêmio” e que batesse um dano de relativamente alto… de 120, já que meu deck é voltado pra nocautear em 2 hits. O zapdos razoavelmente cumpre o papel e de quebra tem Resistencia a pedra, não o que isso mudasse muita coisa contra os decks Lutadores.

 

2 Shaymin EX ROS

 

Pra dar consistencia e velocidade no setup, afinal, meu objetivo era fazer turbo bolt T2 energizado.

 

 

4 Juniper, 2 N, 1 Colress

 

O número de supporter é reduzido do padrão. Pra dar velocidade no deck precisava contar com os itens de filtragem e compra, então tive que tirar espaços que eram de supporter de compra.

 

1 Skyla

 

Tirei ela dos supporters acima porque ela merece um destaque especial. Apesar dela ir contra o conceito de velocidade, está única carta me deu um controle absurdo sob meu deck! Jogando ela fora rapidamente por Battle Compressor ou Acro bike, poderia fazer uso dela a qualquer momento com o VS Seeker, podendo assim buscar cartas chave como G-booster,Ultra Ball,  SpiritLInk ou Rough Seas. Contra sapo ela era mais útil que N, já que me permitia buscar o Rough Seas ou Buscar uma supporter broken, como a juniper, que me permitia jogar minha mao lotada de item tranqueira pra comprar 7 novas cartas, com chance de vir energia, pokemon e estadio.

 

2 Lysandre

 

Padrão. Até cogitei uma época em deixar 1 só, mas como meu deck precisa bater em 2 tapas quase sempre e tem muito shaymin dando sopa, 2 é o canal.

 

4 VS Seeker

 

Nunca fui adepto de 4 Vs Seeker. Sempre usei 3 e me senti confortável com isso. Porém nesse deck eu precisava de 4, pois contra Rayquaza se eu estorasse meu deck todo pra ganha velocidade, conseguia fazer turbo Bolt T2 + Lysandre na Altaria, me deixando em uma posição favorável no jogo. Como meu deck já tinha muitas forças contra Seismitoad, achei poderia me dar ao luxo de usar 4 Vs Seeker, porem até mesmo contra Sapo ela não é 100% ruim, conforme vou estorando meu deck no T1, vou “recuperando” as supporters desperdiçadas com o Vs Seeker.

 

1 Trump Card

 

Fiquei pensativo se deveria colocar ou não essa carta no deck. Era bem situacional, mas mesmo assim é uma grande tech contra Flareon e Night March. Em algumas situações de jogo ela também é útil se usada com inteligência, como por exemplo “melar” o VS seeker do oponente. voltar as energias do bronzong de volta pro deck ou voltar Exeggcutes pro deck. Servia também como um “Shadow Triad” super piorado pra voltar G-booster Genesect e Plasmas.

 

3 Acro Bike

 

Velocidade antes de ser lockado. Com ela eu aumentava as chances de setar meu game T1 em troca poderia descartar coisas que eu realmente gostaria de ver no descarte, como energias ou cartas inadequadas para certas matchup.

 

2 Battle Compressor

 

Essa carta é sensacional, graças a ela eu conseguia dar turbo Bolt cheio com maior consistencia, além de filtrar meu deck pra comprar cartas boas e me dar controle de jogo, podendo jogar no descarte as supporters que eu keria usar com o VS seeker.

 

4 Ultra Ball

 

4 Ultra é essencial pra buscar Shaymin e para construir meu Mega no T2.

 

2 Escape Rope

 

Fiquei no dilema de Switch ou Escape Rope. Apesar de serem cartas com efeitos diferentes para situações diferentes, ambas cumprem o efeito de troca. Como eu conseguia dar Lysandre com certa facilidade e ainda tinha o Red Signal, escolher em quem bater não era tão dificil, então, se já tenho controle disso, poderia desencanar um pouco sobre ter a infelicidade de ter a carta de troca errada na hora errada. Acabei escolhendo por colocar 2 Escape Rope porque ela tem um efeito que pode ser até “Game Changer” contra Primal Groudon, que é o de trazer ele de ativo sem o oponente esperar.

 

4 Rough Seas

 

Essa estadio é insana! Na Roaring Skies ela perdeu um pouco de força por conta do Rayquaza Branco e Raichu Crobat, que nocauteiam em 1 ht, porem é fortissima contra Seismitoad EX, Metal e etc. Outro fator bom de usar 4 estadios é de poder sempre counterar Skyfield, Fighting Stadium, Silent Lab e etc etc etc

 

1 G-booster

 

Graças a ela eu tenho a opção do dano alto e nocautear Primal Groudon em 1 hit. Usar 1 Genesect e 1 G-booster não parece nada consistente e realmente não esperava que fosse, mas curiosamente funcionou muito bem pra mim. Meu deck não depende desse recurso pra obter sucesso, contudo, acabei utilizando ele bem mais do que esperava, quando aparecia a chance de utilizer o G-booster, ele acabava me salvando ou me colocando em vantagem em certas situações.

 

2 Energias Plasma

 

Pô, já que estou usando o Genesect, impossivel não se seduzir pelo Red Signal. Consegui achar dois espaços para ela e acabou me sendo muito útil. O principal motivo de colocar as plasmas foi pra match contra Primal Groudon. Se eu der Lysandre em um Groudon EX, poderia usar o Red Signal pra puxar o Primal. Na prática não acontece muito não, mas pelo menos já me sentia bem em ter essa possibilidade.

 

6 Elétricas

 

Depois de muito treino percebi que o número perfeito de elétricas seria 6. Se usasse  5 energias eu poderia sofrer contra Sapo e se usasse 7 energias acabaria sobrando em uma versão de Manectric que se usa energias elétricas praticamente pra ele.

 

5 Planta

 

É uma quantidade consistente pra tornar a Ability do Virizion usável contra sapo.

 

 

 

Resumo do meu desempenho:

 

 

 

Round 1 Metal

 

A partida é boa pra mim por causa do Rough Seas e da resistência do Maneco, mas meu oponente jogou bem e me deu muuuuito sufoco, as duas partidas que venci foi por quaase. Apesar de ele usar Spiritomb e melar meu G-booster, no Segundo jogo nocauteei o Tomb e fui salvo pelo G-booster.

 

1-0-0

 

Round 2 – Pedro Giovanetti – Seismitoad/Manectric/Garbodor

 

No primeiro jogo tomei uma SURRA pelo manectric ex com band e laserbank… tomava 140~170 e eu estava meio zikado. No Segundo jogo a partida foi pau a pau, até que dei uma juniper comprei 6 cartas, olhei pra cara do Pedro assustado e ele olhou pra mim mais espantado ainda, pensando: “O Semedo comeu cocô? Ele acabou de se suicidar! Vai perder o jogo por deck over!”, então virei a última carta do deck e era o que? Sim, ela mesmo, G-BOOSTER! Ela de novo me garantiu a vitória nocauteando um Manectric EX. O terceiro jogo não deu pra terminar.

 

1-0-1

 

Round 3 – Alexandre Braga – Primal Groudon

 

Ganhei o primeiro jogo e ele concedeu rápido. Perdi o segundo jogo sem muitas chances e no terceiro jogo ele já estava com uma vantagem muito boa e não iria ter como vencer. Minha ideia foi forçar ele comprar 5 prêmios, usar o N pra 1 e dar Red Signal em algum cone do banco. O jogo vai para 3 turnos, no meu ultimo turno dou um N, compro 6 cartas e ele uma, então estoro meu deck com Ultra balls, shaymin e acro bikes ate ficar duas cartas no deck e advinhem o que está no deck? A Maldita da Plasma. No turno dele ele dá um TopDraw de estádio e ganha o jogo.

 

1-1-1

 

Round 4 – Seismitoad/Manectric/Garbodor

 

Aprendi com o Giovanetti que o Manectric EX é muito mais poderoso que o Sapo nessa match, pois ele conta com Lasers, Head Ringer e martelos e eu só tenho o ataque purão e mais nada pra prejudicar ele. Então dessa vez vou dar ao meu oponente a “ilusão” de que estou sendo lockado pelo Sapo, permitir alguns Quacking Punchs e assim fazer meu jogo. Lembro que consegui vencer as duas sem grandes problemas.

 

2-1-1

 

Round 5 – Henrique – Seismitoad/Crawdaunt

 

Essa é uma variante boa pra mim, já que não sofro com problemas de energia. Basta eu fazer um M-Manectric no banco (pra escapar da ability do carangueijo) e depois dar turbo bolt toda vida. Na prática o Henrique zicou BASTANTE nos jogos e obtive minhas vítorias.

 

3-1-1

 

Round 6 – Mario Oliveira – Seismitoad/Shaymin

 

No primeiro jogo eu não fiz nada, ele arrancou meus recursos e aniquilou meus bixos. O segundo jogo estava sendo o repeteco da primeira partida, eu estava completamente vencido e ele sentando a bota. Até o momento em que ele nocauteia um Shaymin EX do meu do banco via Absol, fica por 1 prêmio e dá Trump Card. No turno seguinte consigo promover um Manectric EX com duas energias e dou N, compro 6 cartas e o Mario 1. A partir dai a história muda completamente, com dois Manectric EX em campo, consigo manter um Flow Consistente de dano 100+ e o Mario demora uns turnos preciosos pra voltar com seu disrupting cabuloso, assim consigo virar o jogo e obter a vitória. O terceiro jogo não se completa e termina em empate.

 

3-1-2

 

Round 7 – Rafael Fuchs – Seismitoad/Shaymin

 

Meu oponente não aparece na mesa para jogar, diz estar completamente desanimado por ter aberto o Nacional com 3-0-0 e depois obter derrotas/empates por situações desanimadoras de jogo, fazendo com que isso tirasse a vontade de jogar. Depois de um tempo o Rafael resolve comparecer, fica pensativo mas mesmo assim não está afim de jogar, ainda mais porque ele descobriu que meu deck é Manectric/Planta e a partida seria difícil. No fim, ele decide conceder pra mim afim de me ajudar a obter pontos para o Ranking. Muito obrigado Rafael, fico muito agradecido por isso, força para os próximos torneios!

 

4-1-2

 

 

Round 8 – Allan Apter – Primal Groudon

 

Não lembro muito bem das nossas partida, mas sei que foram muito bem jogadas e cada um fez as melhores jogadas de acordo com as cartas e mesa que tinhamos a disposição. Contudo, me lembro muito bem o fato específico que me coroou o vencedor do meu duelo contra o Allan. Em um momento tenso da partida o Apter cometeu um Missplay. O jogo estava empatado e ele estava prestes a obter uma boa vantagem no jogo. Ele usou um Lysandre e ficou pensativo em quem subir para ativo. Depois de um tempo decidiu puxar um M-Manectric zerado e assim bateu Gaia Volcano. Logo após o anúncio do ataque, começo a colocar os dados no meu Pokémon até chegar no 200 e o Allan percebe que o Gaia Volcano apesar de insano, não foi o bastante para o nocaute, já que não tinha estádio no campo e ele não tinha uma Strong Energy sequer no Primal Groudon. Esse turno de vantagem foi o bastante para me dar vantagem no jogo e obter a vitória.

 

5-1-2

 

 

Round 9 – Gabriel Modesto – Rayquaza Branco

 

Hmmm essa partida é tensa. Mas se hoje for meu dia de sorte, talvez ele nem use Altaria e o jogo fica suave pra mim. Mas é a aquela velha história, se você quer moleza, melhor sentar no pudim. Quando eu me deparo com meu oponente percebo que ele usa DOIS-DOIS ALTARIA. Porra vei.. 1-1 tudo bem… mas 2-2??? Ai mata o papai.

 

No primeiro Game ele VOA e abre uma grande vantagem no jogo. Eu fico totalmente desesperado, afinal, uma derrota no Round 9 significa que provavelmente não vou ganhar nenhum CP e darei adeus ao Ranking. Então começo a dar um montão de Lysandre e Red Signal afim de achar algum milagre que me pudesse dar a vitória. Obviamente isso não acontece e perco.

 

No segundo jogo eu abro muito bem e o Gabriel mal. Ele se recupera no jogo, iguala os Prizes mas consigo dar um Lysandre pra vitória.

 

Antes de começar o terceiro jogo, pergunto ao juiz se poderiamos jogar até o tempo acabar e quem tivesse menos prêmios, seria o vencedor. O Juiz diz que não, mas que a qualquer momento o oponente poderia conceder. Na prática é a mesma coisa, a diferença é que não é regra do jogo e sim um acordo entre jogadores. Apesar de nenhum dos dois jogadores terem batido o martelo sobre a condição, jogamos o terceiro jogo. No terceiro jogo Meu oponente abre Shaymin e swablu no banco. Ele faz algumas coisas, joga 2 ovos no descarte, não baixa nada e passa. No meu turno eu ligo energia no manectric e dou Lysandre no Swablu e só, não faço praticamente nada também. Pronto, um Swablu já foi. No turno dele rola um Skyreturn de shaymin e o campo dele sobra um ovo na frente e outro atrás. No meu turno eu desenrolo meu jogo, baixo uns pokémons e energia e faço overrun 20 20 nos 2 ovos. No Turno dele ele desenrola o jogo, baixa o segundo swablu e rayquazas e passa. No meu turno faço Mega Maneco energizado no banco mas mantenho o manectric EX com 1 energia na frente, então dou lysandre no swablu e nocauteio ele e 1 ovo e vou a 3 prêmios. Nocautiei 2 Swablum que alegria! No ultimo turno do Modesto ele sobe o Mega e me nocauteia. No meu turno subo meu M-Manectric energizado para nocautear o M-Ray para pegar 2 prêmios, energizar meu banco e ir a um prêmio, tendo duas possibilidades de vitória, dar overrun no exeggcute baleado no banco ou dar Turbo Bolt em alguém no turno seguinte. O jogo acaba em empate, porém o Modesto me concede a vitória e assim consigo obter mais pontos. Thanks Man! Nosso jogo foi o mais legal de todos pra mim.

 

6-1-2

 

 

No fim das contas fiquei 9º colocado de novo, repetindo exatamente minha colocação de 2014. Fico feliz com meu desempenho e espero ir melhor no ano que vem, vou treinar bastante pra isso.

 

 

 

Mundial 2015

 

Para o mundial agora teremos a mudança de apenas uma carta no formato, que é o Trumpica. Essa carta por mais que seja apenas uma carta, faz com que o deck mais caótico do jogo , Seismitoad/Shaymin, perca bastante seu poder de destruição. De modo Geral todos os decks focados no Seismitoad perdem força. Com isso, muita coisa muda e muita carta esquecida volta a ser opção.

 

O poder do Seismitoad era tão prejudicial pro jogo que por causa dele o círculo de cartas jogáveis se tornou extremamente reduzido. Cartas como Drifblim, Enhanced Hammer, Pokémon Catcher, Rare Candy perderam muito sentido uma vez que seu oponente pode voltar todo seu descarte e ainda te impede de pode usar item.

 

Com esse círculo sendo aumentado novamente, os jogadores terão trabalho para testar, relembrar como era o jogo antes do Sapo aparecer ou então descobrir coisas novas que estavam “encobertadas” pelo item lock.

 

O grande desafio dos jogadores para o Mundial será:

 

– Adaptar a um formato com menos Item Lock, ou, se tiver Item Lock, sem aquela força monstruosa de antes.

 

– Descobrir coisas fortes que funcionam bem sem item Lock e Trump Card. (Exemplo: Balao e Enhanced Hammer)

 

– Aprender a poupar recurso. Agora 4 DCE no deck significa somente 4 DCE no deck e não infinitas DCE no deck.

 

 

– Distinguir qual é a nova potência do jogo. Será Landbats? Raichubats? Metal? Kyogre? Ainda é Sapo? Enfim, as coisas mudaram.

 

E o Brasil?

 

Cara, eu to feliz com o que eu to vendo dos jogadores na parte técnica. Acredito que nós evoluimos tecnicamente como um todo. O Brasil inteiro está crescendo junto, um aprendendo com o outro e aprendendo com conteúdo gringo também.

 

Além disso, a “delegação brasileira” que vai jogar o mundial se juntou em um único grupo, afim de trabalharem JUNTOS para desempenharem um bom mundial. Nos anos anteriores os grupos brasileiros estavam muito mais dispersos, até que os Portugueses deram uma AULA de união, colocando 3 portugueses no top8 do mundial com praticamente os mesmos decks. Talvez não seja possível fazer todos os jogadores comprarem a ideia de união, mas se pelo menos uma boa parte dos jogadores comprarem, já estaremos dando um grande passo para a evolução.

 

 

Conclusão

 

Bom, acho que já falei demais por hoje. A partir dos próximos posts, já vou começar o conteúdo focado no Mundial, pretendo escrever aqui meus estudos, reports e tudo o que eu estiver trabalhando para minha jornada pokemon. Até o mundial o Battlecity sera meu Diário de Bordo, assim como fiz em 2013. Espero que tenham gostado e fiquem comigo, vai vir muita coisa legal no Battlecity daqui pra frente.

 

Valeu!!!!!

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