Recap Worlds 2015

Hey Guys! What’s up Bros?!?

Ehhhh amigo, nesse mês de agosto gastei meu inglês incrível em Boston. Fiz algumas amizades, comi muita coisa boa, comprei umas tranqueiras Pokémon (inclusive um boneco bixinho Substitute MARAVILHOSO) e claro, joguei.

Cheguei na quarta feira (19) e fiquei até domingo (23), basicamente o mesmo período que a grande parte dos jogadores chegaram. Vou contar dia a dia como foi o mundial.

 

Quarta-Feira (19) – Dia Livre

Assim que cheguei no hotel já queria encontrar os outros jogadores para ver as mercadorias legais que os japoneses trazem, além de outras coisas. Infelizmente nesse ano nada me agradou muito, nenhum Sleeve (que também pode ser chamado de Shield ou Plastiquinhos, como preferir) me chamou muuuito atenção. Em contrapartida tem uma deckbox do Pikachu com umas roupinhas de Pokémon que eu achei sensacional que a Nath conseguiu trocando um dos meus Playmats que ganhei na temporada.

Depois de ver as coisas e fazer um social com a galera, decidi jogar um pouco, foi ai que percebi que tinha uma quantidade considerável de Landbats e Night March sendo testado. Para o mundial, eu fiz um deck de M-Manectric/VG e as partidas contra Landbats e NM são péssimas. Chamei um colega do Chile para jogar e ele estava de Landbats. De 4 partidas venci só uma, até ai, já estava conformado.

 

Quinta-Feira (20) – Dia Livre + Check In

Na parte da manhã fui dar uma turistada e só voltei praticamente na hora do Check-In. Quando cheguei no centro de convenção para pegar fazer o check In e depois entrar na lojinha Pokémon, percebi a cambada de gente que tinha naquele lugar!!! Cara, tava muito cheio, muita gente… com certeza o mais muvucado de todos os mundiais que participei. Olha, graças ao bom Deus que os moleques das metralhadores foram presos, porque tinha bastante gente para as balas acertarem.

Bom, de primeiro momento eu simplesmente desisti de fazer check in, dei meia volta e subi para o meu quarto dormir um pouco (ficar no hotel do mundial tem essas vantagens). Faltando uns 20 minutos pra terminar o período de Check In decidi voltar,e para minha felicidade, a fila do Check In estava tranquila, porém a fila da Lojinha continuava entupida de gente e me convenci de que não iria entrar lá.

Depois de feito o Check In e ter ganhado meu Kit de participante (o qual não parei pra abrir ainda), voltei para o Lobby e fui treinar um pouco com o Alex e uns colegas de Portugal. Nesses treinos eu percebi como o deck de Night March estava insano. Estava usando a decklist do Sebastian da Argentina, e desde que Night March foi lançado, nunca tinha feito uma partida sequer com esse deck. Mas para ajudar os colegas a se preparar para o Dia 1 do mundial (do qual estava livre), usei ele. O resultado era de que eu estava ganhando quase todos os jogos e eu mal sabia pilotar o deck!!!

Ai que bateu um medo grande. Porra, me preparei para enfrentar Seismitoad, Primal Groudon, Mega Manectric Kyogre, Wailord, Metal, Rayquaza… e não Landbats e Night March, que em TEORIA perdem para Seismitoad/Bats, o deck mais forte do momento.

E se, Night March está tão forte, seria natural Landbats voltar?? Pois em teoria o deck conta Silent Lab, Landorus EX, Focus Sash e Bats que são recursos ótimos para lidar com os bixos frágeis do NM.

Ok, vou fingir que essas ameaças são coisas da minha cabeça e vai dar tudo certo. Então fui durmir com essa pulga atrás da orelha.

 

Sexta-Feira (21) – Dia 1 do Mundial

Começou o mundial.

Esse dia apesar de não jogar, era muito importante pra mim. Dois jogadores do Brasil (Ian Fukuda e Cassiano “Chuck” Mendes) estavam usando o mesmo deck que eu usei no Dia 2, então queria estar perto para saber o feedback deles, além de torcer para os meus amigos e entender o metagame para o Dia 2.

Durante o torneio, percebi que um colega meu dos EUA estava com uma Lista similar a minha e estava 3-0-0 até o momento. Quando nos encontramos, conversamos sobre o deck e tudo mais, então a cada rodada comecei acompanhar de perto este colega também.

No fim das contas, o Chuck conseguiu pegar o Dia 2 com um placar de 5-2-0 e o meu colega dos EUA também conseguiu o placar com 5-0-0, ambos com o deck de M-Manectric e VG.

Além do Chuck, o Thiago Giovanetti também conseguiu ir para o Dia 2 usando Landbats.

Certo, tendo o dia 1 em mente, percebi que meu deck é forte e pode dar certo no mundial. Porém teve muito Landbats, Donphan e Night March nas primeiras mesas!!! E a tendência era ter mais decks assim no Dia 2.

Mesmo assim, preferi acreditar que se eu pegasse as matchups certas, poderia me dar bem no Dia 2.

 

Sábado (22) – Dia 2 do Mundial

Bom, agora começou o negócio pra mim. Por fim, decidi usar o deck que eu montei e treinei com muito empenho e dedicação. Confiei que tudo daria certo, era só evitar os Landbats, Donphan e Night March que assim poderia ter chance de fazer um bom resultado no mundial. A grande diferença é que nos dias antes de jogar o Mundial, resolvi colocar uma tech super especial, que foi uma ideia muito top do Chuck. Já vou chegar nela.

 

A minha decklist final ficou assim:

 

4-3 M-Manectric

2 Genesect EX

1 Virizion EX

2 Shaymin EX

1 Yamask

1 Cofragrigus

 

4 Professor Juniper

3 N

1 Colress

1 Skyla

 

1 Lysandre

1 Shadow Triad

1 AZ

 

4 VS Seeker

2 Battle Compressor

 

4 Ultra Ball

1 Switch

1 Escape Rope

4 Manectric Spirit Link

1 Muscle Band

1 Max Potion

1 Gbooster

 

3 Rough Seas

 

5 Energias Elétricas

5 Energias Planta

2 Energias Plasma

 

Análise:

 

4-3 M-Manectric

 

Gosto do M-Manectric porque ele é consistente demais. São pequenas coisinhas que fazem ele se tornar pra mim o Pokémon mais forte do jogo.

 

  • Com uma linha de 4-4-3 MM fica super tranquilo fazer ele, inclusive no T2.
  • Bate com duas energias. No T2 tá pronto e sem precisar de Mega Turbo.
  • O dano de 110 é um dano bem OK. Dá OHKO em Pokémon de HP baixo (Shaymin EX, Raichu, NM, Flareon/Vespiqueen e etc) e da 2 hits KO em quase tudo, com excessão de alguns megas, Primal Groudon e Kyogre e Wailord (por isso temos Genesect no deck, Yeah!)
  • Tem recuo zero. É um plus aparentemente não muito significativo, mas na prática é muito top, bem sinérgico com Rough Seas e múltiplos M-Manectric.
  • O tipo elétrico é bem útil pra counterizar M-Ray branco e pra usar o Rough Seas.
  • O mais importate: ele energiza o banco. A mágica dele consiste em preparar outro Pokémon no banco enquanto está batendo na frente. O oponente pode até dar um OHKO no MM no T2 ou T3, isso é até normal de acontecer, principalmente com decks como NM e Archie Blastoise, mas no turno seguinte você terá um Pokémon energizado pronto pra atacar e provavelmente seguido de N pra 4 no oponente.
  • A energização no banco permite combinar o MM com o tipo que você quiser! Elétrico, Água, Metal, Psiquico… qualquer tipo ele combina de forma harmoniosa. O seu ataque exige apenas uma energia elétrica obrigatória, ou seja, com um mínimo de 4 energias elétricas (prefiro usar 5 pra ficar tranquilo) já é possível usar o Turbo Bolt com uma frequência satisfatória.
  • O Manectric EX é também um ÓTIMO Pokémon EX, principalmente pelo seu ataque Assault Laser, que dá uma lacrada boa.. com Muscle bate 140, esse dano ajuda em vários casos fechar a conta certa pra nocaute. O deck não fica ultra dependente de Mega Maneco, já que o Maneco EX simples é um grande reforço no mid e End Game.
  • Comba muito bem com Max Potion e AZ (no caso do AZ, melhor ainda se usar 4 Links)

 

 

Ufa, falei muito do Mega Maneco, I’m sorry, vamos em frente.

 

2 Genesect EX

Ele entrou no deck com uma cópia apenas e como um counter de Primal Groudon. Com o passar do tempo eu percebi que ele era bom demais pra ser apenas um counter, então quando fui perceber, já tinha trocado Computer Search por G-booster, coloquei Shadow Triad, energia Plasma, inseri mais um Genesect e dessa forma ele se tornou peça essencial do deck. Graças a energia Plasma conseguia dar “Catcher” com velocidade e maior consistência, já que não ficava dependente de Lysandre ou VS seeker na mão, de repente eu dava uma Juniper e lá estava meu “Catcher”, a sensação era de “comprei cartas e dei Lysandre no mesmo turno!” Além do fator “catcher”, que por si só já era sensacional, até porque o deck M-Manectric não é dependente de energização do turno lá pro mid/endgame, o fator OHKO pelo G-booster estava ganhando meu coração também. Quanto mais eu treinava, mais eu percebia que o G-booster me salvava de situações que não seria possível sem ele.

Perante ao metagame, sua função é Counterizar Primal Groudon e Primal Kyogre, além de salvar de um possível Wailord e ser um Plus contra Sapo. Mas como disse, na prática ele foi muito mais que isso.

 

1 Virizion EX

Cheguei a duvidar de sua presença no deck. Antes do Trump Card ele era peça vital no deck, devido aos 20 Lasers que o deck de sapo jogava em um único jogo. Depois do Trump Card sua importância foi caindo bastante. Primeiro porque muitos decks que não precisam de laser começaram a ganhar os holofotes e depois que Sapo ficou muito menos apelão nos lasers, conseguia me virar bem com apenas 4~6 lasers jogados. A popularidade do Sapo/Garbodor foi outro fator, já que não fazia sentido ele estar lá, já que o garbodor trava ability.

Porém, o que me fez manter o Virizion foi Sapo/Bats/Maneco. O dano do Maneco+band com Laserbank + Bats chegava a ultrapassar a casa dos 200 dependendo da situação. Então para me dar uma vantagem maior nessa matchup (que esperava ser a mais popular do worlds), decidi manter o Virizion EX e evitar esses danos extras.

Por um único slot, poderia colocar uma carta que se encaixava de forma harmoniosa no meu deck e me ajudaria contra a matchup que mais estava esperando, sem tirar que Laserbank é um recurso que cabe em qualquer deck e é sempre muito forte, ainda mais em um torneio em que o índice de techs e deck rogues é grande.

 

2 Shaymin EX

Me dá a rapidez que preciso para fazer os Turnos mais importantes da minha estratégia (Turno 1 e 2) se concretizarem da forma que eu quero. Obviamente eu pago um preço caro por isso, já que deixo 2 EX fracotes dando sopa no banco, mas na maioria das vezes vale a pena pagar esse preço. Em alguns casos nem preciso usar eles ou então consigo resgatar um deles pelo AZ. Se não fosse Shaymin EX, teria que usar Acrobikes e Trainers Mail para me dar velocidade, que ocupariam pelo menos uns 5 a 6 espaços no deck.

 

Cofragrigus

É ai que eu queria chegar. Foi essa a ideia que o Chuck teve para o nosso deck. Foi a cereja que faltava para o nosso bolo ficar impecável. E depois do mundial o COFA sambalizou demais em ambos os decks, tanto no meu quanto no Chuck, ele foi peça fundamental para surpreender os oponentes. Foram nessas simples duas cartas que eu senti um toque “brasileiro” no deck… um toque brasileiro no TCG! Foram poucas as vezes que senti essa sensação. Praticamente todo round que eu estourava meu Cofa, ele fechava minhas contas e os gringos elogiavam a tech, eles ficavam sem entender e me parabenizava pela criatividade/ousadia.

Tudo começou com duas cópias de Hypnotoxic Laser que coloquei no deck inicialmente. Teoricamente ele servia pra bater 210 de G-booster + Laser em um Mega-Manectric, além de fechar algumas outras continhas, como 110 de turbo bolt + 10 de laser em um Mew EX, ou pra facilitar o 2 hits KO na mirror. Fora essas matchups, o laser era inútil. Ah, o legal dos Lasers é que eu conseguia recuperar no Shadow Triad pra usar de novo. Graças a cartas como Battle Compressor, Skyla, Shadow Triad e Vs Seeker, eu tinha um bom controle no meu deck para buscar o laser na hora certa, mas mesmo assim não era sempre que eu tinha o Laser no timming certo que eu precisava, além do que gastar a supporter do turno pra um Laser nem sempre é muito animador.

Não estava feliz com os Lasers no deck, mas sabia que sem ele não conseguiria fechar algumas contas que gostaria, então me veio a cabeça a ideia de substituir os 2 lasers por 1-1 Golbat. A principal vantagem disso é que poderia melar o Focus Sash do Pokémon do oponente, além de atingir o banco. Na prática essa linha de 1-1 Golbat se mostrou inconsistente demais e não me serviu pra muita coisa.

Frustrado com os Lasers e com o Golbat, então decidi abortar a ideia e investir em outras cartas de defesa, como a 4a estádio e a 2a Max Potion.

Foi então que em um dia da semana o Chuck lembrou do Cofragrigus. De começo achei interessante, até achei que poderia ser melhor que o Golbat, mesmo ele oferecendo um Prize sem oferecer combate. Na teoria o Golbat pode atacar com uma incolor e se ele for nocauteado, só perdi um prêmio, que na prática, não faz a menor diferença, já que uso apenas o Golbat de não EX. Na prática, o oponente quase sempre se esquiva do Golbat por meio de Lysandre ou então me recuso a perder o ataque do turno pra dar o ataque ruim do Golbat, que dificilmente será útil pra mim.

Depois dessa conversa com o Chuck, ele me volta com um Feedback do teste e fala que o Cofragrigus é incrível e jamais vai tirar do deck. Então prometi ao Chuck que se ele pegasse Day2, eu também iria de Cofagrigus no deck.

Então decido fazer meus testes e na prática ele não me ajudou muita coisa. Mas meu felling ainda me dizia que ele era bom, só precisava testar mais.

Então com um misto de sabedoria, teimosia e felling, fiquei testando o Cofragrigus até 1 dia antes do mundial. Ai Acontece que o Chuck conquistou a vaga para o Dia 2 do Mundial e pra variar, o Cofagrigus foi decisivo.

Como promessa é divida, coloquei o 1-1 Cofagrigrus no deck e putz… pode ter certeza que foi a melhor coisa que eu fiz.

 

As vantagens do Cofagrigus são várias, então vou listar algumas:

 

  • Quando uso a Ability, posso colocar 3 marcadores de dano do jeito que eu quiser, muito melhor que o Golbat, que só pode colocar 2 marcadores, e em um mesmo Pokémon. Na prática posso melar 3 Primal Groudon com Focus Sash ou melar 3 Mew EX pra 110 de HP pra ficar no Range do Turbo Bolt ou então nocautear um Joltik ou Exeggcute, coisa que o Golbat não poderia.
  • Ao usar a Ability, o Cofa é sacrificado e o oponente pega um prêmio.. e isso é muito bom!!! Esse prêmio perdido não faz a menor diferença pra mim, meu oponente terá que nocautear 3 EX do mesmo jeito, e pior, meus “N” ficam mais fortes, principalmente o temido “N pra 1”.
  • Quando eu evoluo o Cofagrigus, não sou obrigado a usar a Ability dele naquele momento, eu posso escolher o momento que eu quiser para “estoura-lo”, já o Golbat, assim que evoluído, você deve escolher usar a Ability ou não. Esse detalhe faz muita diferença, principalmente pro psicológico do oponente, ele sempre vai fazer suas jogadas se baseando que seu G-booster pode bater 230, seu turbo bolt bate 140 e seu Assault Laser 170.
  • Se na minha mão inicial eu saio de Golbat e Juniper, GG, vou ter que jogar o Golbat e já era minha chance de usa-lo pelo resto do jogo. Agora, se eu saio de Cofagrigius e Juniper, posso jogar meu Cofagrigus fora sem peso na consciência!!! Sabe por que?? Porque ele é Plasma! E ele sendo Plasma, posso voltar ele no Shadow Triad J
  • Cofagrigus é possível de ser usado Sob efeito de Quacking Punch, já o laser não.

 

 

4 Professor Juniper

Padrão. É a Supporter mais consistente, seu efeito é muito bom e garantido. No meu deck as perdas são mínimas ao usar Juniper, quase tudo “importante” pode aproveitado antes do descarte, ou ser reciclado ou então possuo múltiplas copias da carta descartada no deck.

 

3 N

Ótima Supporter pro Early (Salva recursos e compra muita carta) e End Game (zica a mão do oponente), mas ainda sim um pouco situacional. O Cofagrigrus dá o tempero especial pra ela ficar mais forte e fazer o opp comprar menos cartas.

 

1 Colress

Péssima no End Game, incrível no Mid Game e regular no End Game. Em certa situação ou momento do jogo ela é de longe a melhor supporter do jogo. Ela é interessante para momentos em que preciso comprar carta e guardar recursos mas não quero dar uma mão nova para o oponente. Apesar de ser situacional e não poder contar com ela no começo de jogo (na maioria das vezes a parte mais embaraçosa de uma partida), vale muito a pena ter uma cópia dela, pelo menos.

 

1 Skyla

Essa única carta me deu um controle muito bom sob meu deck. Descartando ela pelo Compressor (uso 2) e resgatando pelo VS Seeker (uso 4), poderia usar ela com um Rating maior de Timming, ou seja, mesmo usando uma cópia, graças ao mecanismo Compressor/VS Seeker, tinha uma precisão muito maior pra conseguir usar ela em momentos adequados. Nem sempre precisei usar de fato, mas na realidade sempre acabo usando em quase todo jogo, pois em dado momento da partida eu já estou “setado”, então não preciso “cavar” o deck com Juniper, então Skyla se torna um luxo bem vindo. Ela é ótima pra buscar meu Gbooster ou minha única Max Potion ou Muscle Band, por exemplo.

 

1 Lysandre

Parece pouco, mas na verdade 1 é a medida perfeita combinado a 2 energias Plasma, 1 Shadow Triad e 4 VS Seeker.

 

1 Shadow Triad

Antes do Lysandre Trump Card, eu usava o próprio como um “Shadow Triad piorado”, além de todas as outras qualidades do LTC, principalmente contra NM e Flareon. Depois do LTC, simplesmente fiz a substituição “natural” da coisa. E em um mundo sem Trump Card, Shadow Triad fica melhor ainda, já que posso recuperar cerca de 5 diferentes recursos (Genesect, Gbooster, Cofagrigus, Energia Plasma e Colress) e com precisão na hora de usar, já que o Shadow volta pra mão e o Trump voltava pro deck.

 

1 AZ

Serve como “switch”, “Max Potion”, “Bianca” ou simplesmente como um AZ mesmo. Até gostaria de colocar uma Center Lady no lugar, mas algumas pequenas vantagens do AZ me fizeram deixar ele.

Switch: só 1 escape rope e 1 Switch parece pouco pra poder dar Turbo Bolt T2 se caso começar com um ativo que não seja o manectric. Então o AZ se tiver acesso a ela no momento certo, me serve pra retirar o ativo da frente (especialmente se tiver startado de Shaymin) pra colocar o MM pra bater. A Center Lady não retira o ativo indesejado da frente (AZ 1x 0 PCL)

Max Potion: Mesmo perdendo energia e Tool ligada, o MM recupera as energias e Spiritlink eu uso 4, então não é problema. Gbooster recupero no Triad. Já a Center Lady não cura tudo, mas também não preciso perder recursos e ainda me cura condições, sem tirar que Center Lady + Rough Seas significa 90 curados no mesmo turno! Mesmo podendo recuperar recursos graças a mecância do deck, ainda sim é muito mais vantajoso não perder nenhum recurso e curar um dano OK. No quesito “cura”, prefiro a PCL. (AZ 1 x 1 PCL)

Bianca: Em uma mão zicada e com Shaymin no banco, AZ vira supporter de draw também. Nesse ponto AZ é muito melhor que Center Lady, já que AZ pode me dar uma chance de continuar rodando meu deck e livrar da zica, diferente da PCL, que não me ajudaria nada e perderia o jogo zicado. (AZ 2×1 PCL)

AZ: É interessantíssimo poder tirar um Shaymin EX do jogo e evitar a possibilidade do opp pegar 2 prizes. Nesse ponto a PCL é BEM pior, apesar de que o poder de cura também colabora de (forma muito menos efetiva) em evitar um KO. (AZ 3 x 1 PCL)

Além dessas qualidades, em uma partida mirror, onde o jogo é baseado em 2 hits KO, poder usar o AZ por até 5x no mesmo jogo (AZ + 4 vs seeker) é muito vantajoso. Claro que na prática essas 5x se tornam algo entre 2x… com sorte 3x, o que já é muito legal, já é o bastante pra ganhar uma boa vantagem.

 

4 VS Seeker

Perfeito com Battle Compressor e com o alto número de “Single Supporters” do meu deck (Skyla, Colress, Lysandre, Shadow Triad, AZ).

 

2 Battle Compressor

No começo entrou com o objetivo de jogar minhas energias fora sem depender de Ultra Ball e Juniper, que provocam um descarte nem sempre desejado e um tanto inconsistente. No decorrer dos jogos me foi útil para me dar controle do deck, jogando fora as Supporters “Singles” que seriam cruciais em determinadas partidas para reutilizar no momento certo. Por exemplo, jogar um Lysandre logo no começo do jogo contra Rayquaza branco é muito bom, significa que tenho 4 chances de poder usa-lo no T2 pra pescar uma Altaria ou o próprio Ray. E por fim, além de jogar as energias pro Turbo Bolt e dar controle de uso nos supporters, ele me ajudava bastante na filtragem do deck, me ajudando a jogar cartas desnecessárias em determinadas matchups ou momento de jogo.

No meu primeiro Battle Compressor do jogo, procuro descartar 2 Energias básicas e um Supporter. Se já tenho supporter na mão, jogo uma Skyla, pra poder ter controle e consertar possíveis

 

 

4 Ultra Ball

Uma das melhores cartas do deck. Me ajuda a comprar carta buscando Shaymin e agiliza o processo pra montar o MM T2, ao mesmo tempo que me ajuda a descartar energias e certos supporters para reuso no decorrer da partida.

 

No meu primeiro Battle Compressor do jogo, procuro descartar 2 Energias básicas e um Supporter. Se já tenho supporter na mão, jogo uma Skyla, pra poder ter controle e consertar possíveis falhas para o meu T2 ser perfeito (buscar Spiritlink, switch, Ultra Ball e etc)

 

1 Switch

Essa carta é complicada de analisar. No começo do jogo desejaria muito que eu tivesse 4 no deck, no Mid e no End Game desejaria não ter nenhuma no deck. Por isso, tentei “diluir” o efeito dela em outras cartas que removessem meu ativo da frente, como o Escape Rope e o AZ. Apesar de elas realizarem tal efeito e de quebra me darem outros efeitos “bônus”, nenhuma me dá o efeito simples e certeiro que as vezes preciso com o lendário Switch, então por isso deixei apenas um. Fica um pouco questão de sorte ter ele na mão na hora correta, mas também posso busca-lo com a Skyla se eu precisar muito, mas geralmente se eu preciso usar um supporter pra recuar meu Pokémon ativo, na maioria das vezes o AZ se torna a melhor opção.

 

1 Escape Rope

O principal motivo de ela estar no deck seria como forma trazer o Primal Groudon pra ativo. Na match contra Primal Groudon, a tendência é que eu esteja nocauteando Wobbufeets desde o T2. Dessa forma, vai chegar o momento em que meu Opp tenha poucos Pokémon em jogo, obrigando-o a mandar pra ativo um Groudon ou um Primal Groudon. Se mandar o Groudon, posso usar Red Signal e trazer o Primal. Uma Escape Rope apenas no deck é pouco para efetuar essa estratégia com êxito, poderia cortar o switch do deck pra colocar o 2o escape, mas ao mesmo tempo jogar sem Switch estava me trazendo problemas, então preferi deixar apenas uma mesmo, melhor do que não ter nenhuma e eliminar 100% minhas chances de fazer essa jogada de trazer o Primal pra frente.

 

4 Manectric Spirit Link

Aqui é o ponto em que minha lista é bastante criticada. O número Standard de cópias onde todo mundo e todos os blogs especializados indicam é 3, mas eu simplesmente não consigo jogar com “apenas” 3. Testei pra caramba com 3 Spiritlink afim de me adaptar assim, afinal, quem não gostaria de ganhar um espaço “grátis” no deck? Mas no fim das contas não rolou, eu precisava jogaar com 4 pra ficar feliz.

Talvez o que justifique minha dependência pela 4o link seja o fato de eu não usar Trainers Mail ou Acro Bike, que filtra bastante o deck para buscar os itens necessários. Como eu não uso nada disso, a 4a link me garante consistência pra fazer Turbo Bolt T2.

 

Com 4 Links eu posso:

 

  • Me dar ao luxo de ter o azar de cair 2 links no prize que ainda tenho mais 2 no deck,
  • Diminui a chance de zicar Turbo Bolt T2, estratégia principal do deck
  • Posso evitar melhor Head Ringers alheios,
  • Posso tomar Megaphone ou Xerosic que ainda sim tenho cópias o bastante pra não zicar meu processo de evolução;
  • Posso fazer o mais interessante de todos com maior consistência. Posso dar um AZ no Mega maneco ativo, subir um normal, colocar outro link, jogar pra frente e reaproveitar o Mega Maneco pra fazer outro. Com 4 Links posso abusar do AZ e reciclar meus Megas, mesmo que o AZ descarte o Link na subida, com 4 links estarei bem servido pra repor os links perdidos.

 

1 Muscle Band

Entrou principalmente para que o Genesect nocauteie teoricamente em OHKO Primal Groudon e Primal Kyogre. Na prática o Groudon sempre vem com Hard Charm ou Focus Sash, miando o OHKO e o Kyogre as vezes tem Hard Charm também. Com o Cofagrigrus o pequeno detalhe que faltava pra teoria virar realidade deu certo, fazendo assim a Muscle Band ser eficaz para o motivo que coloquei ela.

Porém conforme os treinos foram rolando, a Muscle Band se mostrou muito boa para usar com o Manectric EX e fechar algumas contas que antes não fechava.

 

1 Max Potion

Todos sabem como a Max Potion combina bem com o MM, mas até o último momento eu fiquei receoso de colocar ela no deck. Dentre todas as 60 cartas do meu deck, essa foi a que menos eu enxerguei importância. O motivo de ela estar no deck foi pra me ajudar na mirror, que eu achei que enfrentaria bastante mas acabei não enfrentando nenhuma. Até me ajudou em alguns momentos, mas nada muito Game Changer. Nos treinos ela me ajudou relativamente bem, mas no Worlds nem tanto. Passado o mundial, não sei se manteria ela no deck, talvez a Pokémon Center Lady fosse melhor, não sei… ou então investir esse slot em outra carta pra melhorar alguma outra deficiência do deck.

 

1 G-Booster

Genial. Deu aquele “toque a mais” que os decks de MM geralmente não tem, que é o fator OHKO. O fato de a maioria dos decks do formato estarem rodando quase nada de Megaphone e Xerosic contribuiu para o G-booster ser uma tech consistente. Com a ajuda do Cofagrigrus, meu Gbooster era capaz de alcançar até os 230 de dano e nocautear até mesmo um Mega Rayquaza Dragão, que aparentemente é Inocauteavel em 1 hit, graças ao seu HP alto e seu Ancient Trait super fodão.

3 Rough Seas

Essa sim é uma carta incrível com MM, muito mais do que Max Potion. Sempre fui adepto de 4 Rough Seas, mas pro formato atual achei que dava pra jogar com 3, apesar de que 4 não seria má ideia. Estádio neste formato é sempre bem vindo, além de te ajudar muito, te coloca um passo a frente na Stadium Wars, deixando uma carta muito boa em campo ao mesmo tempo em que você elimina uma carta muito boa para o oponente. Talvez poderia cortar a Max Potion pra colocar a 4a Seas, mas na mirror a 4a Seas só me traria problemas ao mesmo tempo que a Max Potion seria Game Changer. É, não dá pra prever as matchups, a tendência era eu enfrentar pelo menos 1 deck de MM, assim como o Chuck, Ian e meu amigo gringo enfrentaram ao longo de suas campanhas.

 

5 Energias elétricas

Funcionou bem, no limite da consistência mas funcionou bem. Gostaria de usar 6 pra ficar tranquilo mesmo, mas graças ao meu treino aprendi a manipular bem as energias e 5 acabou ficando perfeito.

 

5 Energias Planta

O meu colega dos EUA rodou apenas 4 energias e pra ele foi OK. Eu preferi usar 5 pra poder usar a Ability do Virizion nos meus MM ao mesmo tempo em que consigo bombar 1 Genesect no banco, de forma tranquila e consistente. Ou então dependendo da matchup, principalmente contra Primals, conseguiria de forma um pouco mais consistente (apesar de não parecer tão provável) colocar 2 energias de planta em 2 Genesects, mesmo se uma delas cair no prêmio ou tiver que ser “forçado” a colocar 1 planta em um manectric, ainda sim seria possível bolar 2 Genesects para atacar.

 

2 Energia Plasma

Ah, gostaria de ter 3 ou quem sabe 4 energias plasma!! Hahaha poxa, Red Signal é bom demais. Mas tudo bem, duas já é um número Ok, dá pra trabalhar muito bem com elas e usar o Red Signal de uma forma bem útil.

 

Report

Durante o Player Meeting, onde os jogadores apenas entram na área de jogo e sentam, para que os juízes chequem os dados para dar procedimento ao torneio pra valer, eu vi meu colego dos EUA perto de mim, então resolvi falar com ele. Disse que estava apreensivo com o deck de M-Manectric/VG, não estava achando um bom metacall para aquele momento, apesar de amar o deck. Então ele me disse que o deck poderia ser bom para aquele dia, pois ele esperava várias coisas diferentes além de Landbats, Donphan e Night March, e se todo mundo pensasse igual eu, outros decks poderiam crescer afim de counterar esses, como Seismitoad e Raichu Bats. Obviamente nada me faria voltar atrás, mas de qualquer forma foi muito bom ouvir aquelas palavras, pelo menos tinha alguém ali muito confiante da escolha do deck.

 

 

Round 1 – Primal Groudon / Regirock (Finlândia)

Quando eu vi o Regirock pensei que era Fada, o que me causou um pouco de medo,primeiro porque era o primeiro Round do mundial e depois porque deck de fada é sempre uma salada sem tamanho, o deck tem resposta pra tudo. Meu oponente quando viu meu Maneco ficou feliz, estava sorridente. Então quando ele começou a jogar, baixou Groudon, outro Regirock e acabou o turno. Eu ainda não tinha 100% sacado contra o que estava jogando, mas tudo bem. Foi então que no meu turno baixo meu Genesect e meu oponente já não fica mais feliz, na verdade, estava nervoso. Quando fiz battle compressor, ultra ball e mais algumas coisas, fiz uma Juniper na sequência. Meu oponente desesperado começa a chamar o juiz, alegando que tinha usado duas supporters, então imediatamente levanto a voz e mostro que só fiz a Juniper. Por fim ele percebe que se equivocou.

Voltando ao jogo 1, houve um momento embaraçoso, demorei um pouco pra fazer meu setup e tudo o que eu consegui foi 1 Genesect energizado no banco e 1 Yamask antes do Meu M-Manectric ser nocauteado pelo Primal Groudon. Meu oponente tinha um Primal Groudon energizado com Hard Charm ativo e um Primal Groudon com duas energias no banco. O único jeito de eu nocautear o ativo seria com Gbooster, e essa opção é ruim, porque daria margem de 2 turnos para o outro Primal Groudon me pulverizasse antes de energizar outro Gbooster.

Com band meu dano chegaria só a 220, a nao ser que eu tenha….. Cofragrigus!!! Certo, fiz Cofragrigus, explodi 20 de dano ativo e 10 no do banco, fazendo com que meu Genesect com Band seja o bastante pra finalizar o ativo (220 + 20) e snipando 20 no banco pra nocautear mesmo com Charm ou band. No turno seguinte consegui a Plasma e fechei o game 1.

Game 2 foi bem tranquilo, fiz Genesect T3 com Plasma sem chances para o oponente.

O Regirock facilitou muito minha vida, se fosse Wobbufeett não teria Red Signals e não teria o controle da partida. Depois do Worlds fiquei sabendo que este garoto pegou Top32.

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Round 2 – Seismitoad/Crobat/Mewtwo – Igor Costa (Portugal)

O Game 1 ele começou, já saiu ligando DCE + Band no Mewtwo ativo e foi pra juniper, na qual conseguiu vários Zubats e Laserbank. A pressão foi grande e meu start não foi nada bom. Nos turnos seguintes ele manteve agressividade e não deu pra mim.

No Game 2 fui jogando na manha e fiz meu M-Manectric, mas novamente não veio nada pra mim, a coisa estava feia. Chegou em um momento do jogo que consegui sobreviver e ainda arranquei um Turbo Bolt (seco, sem energias no descarte), na situação em que ele tinha um Seismitoad ativo com uma Water e 1 DCE. Se ele não conseguir a 2a Water, ainda tenho chance de virar o jogo, se ele conseguir já era. Então ele vai pra juniper e nada, gasta um montão de coisa e dá Shaymin… nada. Ai ele gasta mais um monte de coisa e dá outro Shaymin… e veio a energia água pro Granade Hammer L   Depois disso não pude fazer muita coisa e perdi.

1-1-0

 

Round 3 – Landorus/Leafeon (França)

Quando vi um deck Fighting já tinha desanimado legal. Poxa, meu deck é autoloss contra Fighting!! É tenso, quase impossível lidar com isso.

Conforme o jogo foi desenrolando eu vi que não tinha Bats, isso é ótimo porque os danos não fecham tão bem, aumentando minha chance de viver sobre alguns ataques do Lucario/Landorus.

Pra falar que meu deck não é autoloss, existe uma estratégia que se tudo der certo, eu posso vencer a matchup, então decidi parar de chororô e tratei de jogar Pokémon.

Meu oponente veio babando com Lucario EX, enquanto estava montando um mega no meu banco. Assim que meu oponente nocauteou meu Manectric ativo, fiz o Mega Manectric energizado, baixei Genesect com G-booster, joguei N pra quatro e dei Turbo bolt. No turno seguinte meu oponente um tanto zicado nocauteou meu Mega com Corkscrew Smash, comprando cartas e indo a 2 prizes. Então subi Genesect, dei N pra 2 e dei megalo Cannon, jogando 20 na Hawlucha com Sash. Ele sobe uma Hawlucha com Sash e me bate 60, enquanto energiza o Lucario do Banco. Eu faço Red Signal no Lucario e dou Gbooster, o jogo empata em 2 a 2. No turno dele ele faz de novo 60 de Hawlucha. No meu turno eu explodo Cofragrigus, jogo 30 na Hawlucha que tinha tomado 20, chamo uma hawlucha limpa do banco, ligo Muscle em um Manectric EX do banco e subo, batendo 80 na Hawlucha limpa e 20 na Hawlucha com 50 tomados, levando os 2 prizes restantes. Olha ai o Cofa me salvando pela 2a vez.

No 2o jogo as coisas acontecem de forma muito parecida, a diferença é que explodi o Cofagrigus pra anular 2 Sash em 2 Hawlucha, o que me salvou bastante.

Poxa, estava muito feliz, venci um deck Fighting com propriedade e graças ao Cofa. QUE FODA

2-1-0

 

Round 3 – Night March – Grant Manley (USA)

Esse moleque é muito bom, conseguiu alguns resultados bastante expressivos, como um Top4 no worlds passado (Senior) e um Top4 no nacional Americano deste ano (Master). Sabia que ia pegar pedreira e já sabia que ele estava de Night March, que é uma grande Bad match. Mas tudo bem, em um jogo tudo pode acontecer.

No game 1, eu começo bem, apesar de ter startado de Shaymin e bastante precavido, procurando fazer meu mega no banco e oferecendo o Shaymin EX como oferenda. No t1 ele me bate 140 de Mew EX, com um Life dew ligado. No meu T2 eu baixo Yamask faço o Mega, mando um N pra 4 e bato 110 no Mew EX. Aparentemente isso é horrível e meu oponente se sente aliviado em ver isso, então ele me bate um dano forte, mas não nocauteia meu Mega. Ai no meu turno eu faço Cofragrigus, sabia que agora tinha uma vantagem grande e provavelmente o game seria meu. Ai eu explodo meu Cofragrigus, boto 10 de dano no Mew EX ativo, nocauteio, coloco 10 no Mew EX do banco e coloko 10 de dano em um Joltik. Ai vou lá e compro 2 prizes pelo nocaute do Mew Ex………….. “Judge Judge”!! Putz, o que será que eu fiz?? Aff, tinha pego 2 prizes sendo que nocautiei um Mew EX com Life Dew!!!

A juíza vem e fala que o meu oponente ganhou um Prize pelo meu erro! Ai já era, porque o Cofagrigus já sacrifica um prêmio meu, que aparentemente não faz falta, mas quando eu tomo um Prize Penalty, significa que eu perdi um EX sem mesmo ter perdido! Cara… fez total diferença, perdi a partida ganha pelo meu erro. No mesmo turno eu teria levado com certeza 4 prêmios, ou nocauteando um Mew EX de turbo bolt ou nocauteando 2 joltik com overrun + band, enquanto meu oponente ainda teria que matar 2 EX.

Ainda sim faço um turno legal, meu oponente depois do sacrifício manda um Joltik limpo, então mando um Manectric com band pra ativo e bato 40 no ativo e 20 no Joltik com 10 de dano. Meu oponente arregala os olhos e fala “UAU”, como se jamais esperaria tais jogadas de um simples deck de Mega Manectric.

No jogo 2 eu começo mal pra caramba e meu oponente fez Night March t1 pra 180, nocauteando 1 EX por turno.

2-2-0

 

 

Round 5 – Erick – LandBats (Chile)

Agora sim, chegou meu autoloss e qualquer chance de fazer um Top32 nesse mundial, não tinha o que fazer… a não ser que minha estratégia que disse anteriormente desse certo e meu oponente fizesse alguns missplays.

Dito e feito, no jogo 1 meu oponente veio pra cima com os EX e eu consegui preservar meu mega pra subir limpo pra bater. Felizmente ele sobreviu ao Hit do landorus e eu conseguir bater de novo no landorus, fazendo assim um Genesect energizado e 1 Manectric energizado. Quando ele subiu outro EX pra nocautear meu mega Man, Dei Gbooster e fui pra 2 Prêmios. Meu oponente encostou no Game e ficamos 1 a 1 de prêmios. Eu fiquei com um Genesect com 140 de dano tomados, Manectric com 140 de danos tomados e no N pra 1 consegui comprar o Lysandre pra nocautear o Shaymin.

No jogo 2 ele veio diferente, trabalhando os Crobats e as hawluchas apenas. Dessa forma fica muito mais fácil pra mim e explodi o Cofragrigus pra conseguir múltiplos nocautes na Hawlucha e em um Golbat com manectric pra vitória.

Agora sim, venci um Landbats purão. Meu deus, chega por favor, a matchup é horrível, me sinto pisando em ovos a todo momento!! Sem menos perceber o oponente baixa fighting stadium, band e Strong e GG em um Manectric zerado. É insano!

3-2-0

 

Round 6 – Nicolas – LandBats (Chile)

PARA DE VIM SEUS FIGHTING FDPPPPPPPP!!!!!

Não aguento mais, é o terceiro Fighting do dia e tem vários Sapo lá no topo da tabela.! Nesse momento meu amigo dos EUA estava lá todo paquitão 4-1-0 só pegando as matchups legais.

No jogo 1 coloco em prática minha estratégia (mesma coisa de sempre) conto com um pouquinho de sorte e levo o jogo!!!

No jogo 2 meu oponente taca o foda-se, joga um monte de energia e sai fritando o deck, pra ele só interessa se for Strong. Com o dano dos Bats + Strong + Fighting + Band, até meu Mega Manectric é nocauteado em 1 hit. Meu deck não aguenta tamanha explosão.

Para minha infelicidade, parece que meu oponente sacou como faz pra vencer meu deck.

No jogo 3 ele faz a mesma coisa e eu starto mal pra caralho. Sem chance.

Senhorrrrr, já foram 4 badmatch… por favor, me dá uma match pelo menos pau a pau, da qual eu possa jogar, não to pedindo muito. Pleeease!

3-3-0

 

Round 7 – Cristian – Donphan (México)

Mano….. sério?!?!?! Um DONPHAN!?!? O Chuck estava perto de mim e disse “vamo ganha essa hein mano”…. eu com minha cara de bunda só disse “mano, peguei donphan!!!!” ai ele olha pra minha cara e começa a gargalha “HAAHHAHA se fudeu”

Bom… não tem nem o que falar da partida, perdi forte do inicio ao fim, me senti jogando de deck básico.

3-4-0

 

Conclusão Worlds

Pqp, 5 badmatch em 7 jogos… errei tanto assim no metacall??? Poxa, pior que as top tables estavam razoavelmente boas pra mim! Não era as mil maravilhas, mas ia dar jogo pelo menos contra a maioria.

Enfim, a conclusão é que eu tive duas chances de escapar dos decks Fighting e eu as perdi. A primeira chance foi contra o Igor Costa, o qual eu tinha uma goodmatch e deveria ter ganho, mas não ganhei. A outra poderia ter sido contra o Grant Manley, apesar de ser uma badmatch, eu estava fazendo um jogo épico até o prize penalty, do qual o meu próprio oponente ficou impressionado e me parabenizou.

Na verdade, esse Worlds foi bem estranho pra mim, perdi de quem deveria ganhar e ganhei de quem eu deveria ter sido pisoteado.

 

60 cards Invitaionals

Bom, não tenho muito o que falar aqui, no site tem a lista que eu usei e 2 partidas gravadas das 3 que eu joguei. Perdi 2 jogos e venci 1, terminando na 5a colocação.

 

O deck:

O 60cards tem como objetivo trazer um show diferenciado para os espectadores de Pokémon TCG. A galera não quer ver um monte de Pro Player debulhando em um deck chato como Seismitoad/Garbodor, por exemplo.

Então decidi que iria jogar com algo um pouco mais divertido. O MManectric/VG poderia ser uma opção bem legal, mas estava esperando coisas bizarras nesse torneio, como Night March, VG, Land Bats.. enfim, qualquer coisa menos Sapo.

Então pensei, MManectric/Garbodor/Tooldrop tem uma partida boa contra Night March, já que com trubbish com 1 energia nocauteia praticamente qualquer coisa do oponente. Outro deck que eu estava esperando era Archie/Blastoise, que era um deck super divertido que acabou ganhando o Mundial. Contra Archie/Blastoise o Garbodor poderia ser uma resposta interessante, bem como os Jamming Net pra diminuir o dano do Keldeo e os Tooldrops pra ajudar no Nocaute.

Contra o resto o deck se vira legal, não vou nenhum Autoloss discarado.

 

Round 1 – Deck salada de Raichu/Skyfield (Dylan Bryan)

Contra o Dylan Bryan eu fiz uma partida Ok, estive na dianteira o jogo todo e fiz alguns errinhos bobos e acabei perdendo por ter dado uma Juniper no fim do jogo que depois me levou ao deckout de Bunnelby. Realmente não lembrei do Bunnelby.

0-1

 

Round 2 – Turbo Rayquaza branco (Chris Fullop)

Partida foi bem tranquila. Ele zicou e eu fiz Turbo Bolt t2 com garbodor na mesa.

1-1

 

Round 3 – Sapo/Genesect (Tsuguyoshi Yamato)

Aqui eu também cometi alguns erros, o principal foi ter baixado o 2º Trubbish. Se eu não tivesse baixado o 2º Trubbish talvez poderia ter vencido o game.

1-2

 

Conclusão 60 Cards

É, contra esse tipo de jogadores qualquer errinho pode ser vital e comigo aconteceu exatamente isso. Jogar com um deck que não tive tanto treino quanto o deck do Worlds pode ter contribuído para ter feito esses errinhos, mas não me arrependo de nada não. O deck estava bacana e adequado pro torneio, faltou mais bola da minha parte mesmo.

 

 

Conclusão

Depois de tudo, acredito que o fator jogador faz muita diferença em uma partida. Atribuo minha derrota perante a goodmatch porque meu oponente foi melhor, eu realmente acredito que ele superou a badmatch porque jogou melhor, soube o que fazer para me vencer. Assim como eu atribuo minha vitória contra os Fighting porque eu fui um ótimo jogador e joguei muito bem essas partidas.

Desde o começo sabia que meu deck era uma faca de dois gumes, poderia dar certo ou poderia dar muito errado. Eu sempre entro em torneio pra vencer, então sempre dou tudo de mim e me arrisco, se achar que devo me arriscar. Nem sempre me dou bem, na verdade, apenas algumas vezes me dou bem, mas não me arrependo de ter agido assim.

Resumindo, descobri que apesar de tudo, até que sou um bom jogador.. pelo menos eu me sinto um bom jogador, porque consegui jogar de uma forma que me convenceu disso. Fiz jogadas muito interessantes e tive ideias e sacadas muito bacanas, acredito que me superei.

Mas ao mesmo tempo que vejo que evolui, percebi de forma mais clara que existem vários jogadores melhores que eu, e isso é ótimo!

Talvez esteja na metade do caminho ainda, mas o lado bom é que eu sei que tenho muito a evoluir e sei o que fazer pra melhorar. Ter a consciência de saber aonde você está, aonde você quer chegar e o que fazer para se chegar lá é fundamental para que de fato você cresça como jogador

Saio desse mundial com um sentimento de que eu evolui, me sinto um jogador melhor.

Quero continuar jogando, treinando e me aprimorando para ser um jogador melhor cada vez mais! Quero sim poder voltar um dia ao 60 cards Invitationals, mas dessa vez pela porta da frente, por ter vencido um Mundial ou coisa do tipo.

Vou treinar bastante pra superar todos os erros que tenho cometido em meus jogos!

 

Obrigado a todos por terem lido!

 

 

 

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