7 coisas interessantes que aprendemos com a primeira leva de Regionais

 

Olá Olá!

A primeira leva de Regionais já acabou e nossos jogadores nos deram várias historias pra contar. Agora que estou em clima de final de ano, nada melhor do que largar as cartas um pouco e parar pra pensar no que aconteceu nesses 2 meses de Regional na temporada 15/16.

A bateria começou com a grande vitória de Ponce e seu Mega Rayquaza Incolor, com o inesperado Menshiao de Rodrigo fazendo a finalissima. Seguindo em frente tivemos o retorno de Yveltal EX e seu novo aliado Regirock, depois as consagrações de Night March e Lucario/Bats conquistando o 1o lugar no final de semana seguinte. Vimos depois enfim a influência do exterior chegando ao Brasil, com o deck de Seismitoad/Giratina, BDIF (Best deck in Format) disparado lá para as bandas da Europa conquistando 1 regional e fazendo final no mesmo Final de Semana. Continuando com as inspirações do exterior, mais dois fortíssimos decks chegam ao nosso metagame: Maneco/bats e Vespqueen/Bats. Fabio Lona conquistou 1 regional de Maneco Bats e Vespa/Bats conquistou uma finalíssima graças ao Joaquim Postal. E claro, como não podíamos deixar de esquecer, presenciamos o incrível poder de Primal Groudon, que foi pilotado magistralmente por André Bortoni nessa primeira leva de Regionais (conquistando inclusive 1 regional e 1 vice), que graças aos seus grandes resultados atraiu uma legião de simpatizantes a arriscarem a usar seu deck predileto nos regionais também, criando assim uma nova tendência no metagame e abrindo mais uma opção muito boa para outros jogadores escolherem.

Certo, dentre tudo o que rolou nos regionais, eu decidi pontuar 7 coisas que aprendemos com essa primeira leva:

 

1) Aprendemos que deck com apenas 1 Sycamore pode ser campeão Regional! E deck sem Shaymin EX pode ser finalista!

Pois é, ninguém imaginava que um deck puro de Mega Rayquaza Incolor se consagraria campeão do primeiro Regional da temporada, principalmente devido a popularidade de decks como Night March, Mega Manectric e possivelmente alguns decks com Seismitoad EX e Giratina EX. O Ponce usava em sua lista apenas 1 Professor Sycamore, pois suas cartas de compras mais usadas eram principalmente seus 4 Shaymin EX. Já o Rodrigo e seu Menshiao vai totalmente ao contrário do “TurboQuaza” do ponce, pois é um deck bem lento e com dano baixo, já que a principal estratégia do deck é bater e evitar ao máximo dar prizes para o oponente (por isso não é aconselhável Shaymin EX nesse deck).

 

2) Aprendemos que podem banir o Dark Patch e o Darkrai EX, além dos melhores decks do jogo serem do tipo elétrico, que mesmo assim o Yveltal EX vai dar um jeito de jogar bem.

O Dark Patch já tinha ido embora ha algum tempo e os jogadores já estavam tranquilo com isso, porém o Darkrai EX e o Laser era novidade. Para substituir a excelência da Ability do Darkrai e do Laser, o deck iria precisar de uma boa quantidade de Switch e Muscle Band/Faded Town. Com o Hype do formato expanded, graças aos regionais dos EUA, quem vê um deck de Yveltal no Expanded, com direito a Dark Patch, Laser, Dakrai e Keldeo EX jamais vai ter olhos para o Yveltal no Standard, principalmente com o deck de M-Manectric/Water sendo eleito por muitos jogadores como um dos melhores decks do formato. Mas a verdade é que não importa o que aconteça, Yveltal EX sempre vai dar um jeito de jogar, porque é uma carta muito boa e ponto final. Combado com seu fiel escudeiro Yveltalzinho, a dupla se torna muito leve e com espaços para colocar Techs, mesmo que as vezes elas sejam pesadas.

 

3) Aprendemos que se juntarmos qualquer coisa com Bats, a chance de termos um deck forte é bem alta.

Sério, isso é muito verdade. De bate pronto vou citar apenas alguns decks com bats no formato: Lucario/Bats, Maneco/bats, Vespa/Bats, Raichu/Bats, Sceptile/Bats, Yveltal/Bats, Gengar/Wobb/Bats…. enfim, vocês entenderam. A real é que Bats é muito forte e muito adequado no formato, sem muito esforço uma line de 4-3-3 Bats já se torna um ótimo counter de Night March e Vespqueen, o Crobat em si é um soft counter de Lucario, fora que sua Ability é forte e muito versátil, que pode ser usada contra qualquer oponente em qualquer situação. Na pior das hipóteses a line Crobat é bem útil para nocautear Shaymin e Hoopa. Inclusive é por causa do poder absurdo dos Bats que Mega-Sceptile vê jogo hoje em dia, graças suas Ancient Trait que anula os Bats nele.

 

 

4) Aprendemos que se colocarmos Milotic no deck, provavelmente qualquer problema relacionado a recurso será solucionado.

Assim como os Bats, aprendemos a olhar o Milotic com outros olhos. Além do habitual Night March/Milotic, eu por exemplo já testei vários outros decks com Milotic, principalmente decks que são dependente de energias especiais e sua única forma de resgatar este recurso é o Milolenda.

 

5) Aprendemos que Primal Groudon existe de verdade *-*

Siiiim!! Graças ao Bortoni ele existe! Ele foi o pioneiro nesse deck desde quando o Primal foi lançado praticamente. Nos regionais de agora não foi diferente e ele usou com Maestria seu deck para ser o jogador que mais ganhou CP de Regional nessa primeira leva. O fato é que esse deck é muito estranho e tem uma jogabilidade bem singular, que exige muita inteligência e treino, tanto para chegar em uma lista boa quanto para pilotar o deck.

 

6) Aprendemos que somos capazes de criar vários decks legais que não aparecem tanto lá fora, mas que dar uma sharingadinha de leve nos gringos é uma boa pedida também.

Percebi muita criatividade dos nossos jogadores, com ideias e listas muito bem construídas e que pode bater de frente com qualquer outra lista feita por jogadores mundo afora. Mas quero deixar claro que eu acho um tremendo engano quem pensa que pesquisar/copiar/inspirar listas é errado. Pelo contrário, para se vencer em uma competição, é necessário usar todos os tipos de informação que você conseguir coletar e se por ventura na sua opinião a melhor escolha de deck é uma lista copiada lá de fora, então porque não? Ótimos decks com sucesso no exterior debutaram aqui no Brasil com êxito, como Sapo/Giratina, Maneco/Bats e Vespa/Bats.

 

7) Aprendemos a jogar em um formato sem N e sem Laser (ou pelo menos estamos tentando)

O Laser eu dei adeus assim que o formato mudou, pra mim essa carta sempre foi ridiculamente forte e desnecessária, tirava uma boa dose de estratégia e controle do jogo.

Mas confesso que ainda sinto falta do N. Até hoje tem sido difícil me acostumar a não mexer na mão do oponente. É comum ver o fim de uma partida com o oponente vencendo o jogo com 10 cartas na mão e provavelmente uns 2 VS seeker nela para garantir o Lysandre Final. Concordo que o N também é uma carta de sorte, que consistia em zicar o oponente para possibilitar um possível Come Back, mas ainda sim era possível chegar no fim do jogo e fazer ações para aumentar suas chances de sair de um N pra 1 sem grandes sequelas.

 

Ok, o Ace Trainer tem um efeito similar ao do N e pode dar esse efeito que estou choramingando. Mas nessa altura do campeonato, tenho certeza que você que jogou os regionais e testou a fundo pelo menos 1 cópia do Ace Trainer no seu deck já percebeu que ela não zica ninguém. No máximo desacelera, o que não resolve muito o problema do Lysandre Final, uma vez que seu oponente terá um deck fino e 4 cartas na mão. Além disso, o Ace Trainer para ser usado no momento certo (é, tem isso… tem o “momento certo”), o mundo ideal será jogando o Ace Trainer no descarte, por meio de um Compressor, e utilizando via VS Seeker, que provavelmente você usará 4. O N não precisa de “momento certo”, se vier na sua mão inicial é top, se vier no meio do jogo é Ok, e se vier no EndGame pode ser DEUS ou pode ser médio/ruim.

Resumindo, o Ace Trainer você gasta 1 dos 3 slot de descarte do Compressor, você vai gastar provavelmente 1 ou 2 dos seus 4 VS seeker pra tentar “desacelerar” seu oponente e talvez toda essa quest apenas faça você queimar recursos e não te ajudar em muita coisa. Melhor coisa é focar em não ficar muito pra trás em uma partida, para não ter que depender de Ace Trainer e preservar aquele 1 ou 2 VS Seeker para dar um AZ, Hex maniac ou Lysandre que pode ser tão Game Changer quanto o Ace Trainer.

 

Hoje o post foi mais curtinho e espero bastante que tenham curtido.

 

Abração a todos e um Grandioso Feliz Ano Novo, tomara que 2016 seja incrível!

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